O meu Deus tem nome

Só quando descobrimos quem Deus realmente é passamos a adorá-lo.

fonte: Guiame, Darci Lourenção

Atualizado: Sexta-feira, 26 Junho de 2026 as 3:43

(Imagem ilustrativa gerada por IA)
(Imagem ilustrativa gerada por IA)

Quando perguntamos às pessoas quem Deus é, recebemos respostas profundamente fragmentadas: algumas até se aproximam da verdade, mas a reduzem; outras se afastam tanto da realidade que viram apenas uma ideia vaga; e há ainda aquelas que nada têm a ver com quem Ele realmente é.

Alguns dizem apenas que “Deus é amor” – está certo, Ele de fato é amor, mas é apenas uma redução de Sua plenitude.

Outros afirmam que “o universo é Deus” ou que existe uma força impessoal governando todas as coisas – mas aqui há um equívoco, pois Ele é o Criador, inclusive do próprio universo.

Se começarmos a questionar a pessoa sobre Deus, veremos que muitas O enxergam apenas como energia, sentimento ou princípio moral. Embora essas afirmações contenham elementos que apontam para atributos divinos, tornam‑se insuficientes quando passam a substituir o próprio Deus.

Olha que interessante – e digno de reflexão: a Bíblia nos ensina que Deus é amor (1 João 4:8), mas o amor não é Deus. O Senhor é o Criador do universo, mas o universo não é Deus. Ele sustenta todas as coisas, governa a história e manifesta Sua bondade na criação; ainda assim, não pode ser reduzido às obras de Suas mãos.

Quando confundimos os atributos de Deus com a Sua própria pessoa, corremos o risco de adorar a criação em vez do Criador.

Muitas pessoas se apegam ao amor, à natureza, à energia ou ao bem como se essas coisas fossem suficientes para substituir o Senhor. Mas o Deus da Bíblia não é uma ideia abstrata, uma força cósmica ou um sentimento agradável. Ele se revela, fala, chama, corrige, ama e salva. Ele se apresenta a Moisés dizendo: “EU SOU O QUE SOU” (Êxodo 3:14), revelando que é um Deus pessoal, eterno e presente.

No Novo Testamento, esse Deus se torna ainda mais conhecido em Jesus Cristo.

O Senhor não só se revelou como não permaneceu distante ou oculto. Ele entrou na história, assumiu a condição humana e revelou plenamente o Pai. Por isso, nossa fé não se fundamenta em conceitos, energias ou filosofias, mas em um relacionamento com o Deus vivo que se revelou em Cristo.

Precisamos tomar cuidado para não perder o foco. Não adoramos o amor, embora amemos o amor de Deus. Não adoramos o universo, embora contemplemos a beleza da criação. Não adoramos as bênçãos, os sentimentos ou as experiências espirituais.

Adoramos a Deus, que é a fonte de todas essas coisas. Ele é maior do que Seus atributos e infinitamente superior àquilo que criou.

O meu Deus tem nome. Ele é o Senhor, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Ele se revelou em Jesus Cristo e continua se revelando por meio de Sua Palavra e do Seu Espírito.

Só quando descobrimos quem Deus realmente é passamos a adorá‑lo. Adorar é mais que amar: significa reconhecer Sua soberania, render‑se à Sua vontade e colocar nossa vida diante Dele.

O Pai ama você!

 

Darci Lourenção (@pra_darci_lourencao) é psicóloga, pastora, coach, escritora e conferencista. Foi Deã e Professora de Aconselhamento Cristão. Autora dos livros “Na intimidade há cura”, “A equação do amor”, “Viva sem compulsão” e “Devocional Minha Família no Altar”.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: A dor pode se tornar cenário para a obra de Deus

 

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