Vivemos em um tempo em que os relacionamentos estão cada vez mais frágeis, marcados por reações impulsivas, palavras duras e pouca disposição para ouvir.
Vejo e ouço isso diariamente nas terapias com meus pacientes – e é justamente por isso que decidi refletir sobre qual recurso podemos usar para lidar melhor com esse tipo de situação.
Em meio a tantas emoções intensas e conflitos relacionais, precisamos de algo que nos ajude a respirar, enxergar com clareza e responder com maturidade. E esse recurso existe: é a decisão consciente de amar, mesmo quando o impulso inicial é reagir.
Para isso, somos convidados a olhar para Jesus como nosso maior exemplo de convivência humana. Ele nos mostrou que amor se responde com amor – não como uma troca interesseira, mas como uma escolha consciente de viver segundo o coração de Deus.
Como Ele mesmo disse: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei” (João 13:34).
Nosso comportamento influencia diretamente a qualidade dos nossos relacionamentos. Muitas vezes esperamos que o outro mude primeiro, que o outro peça perdão ou demonstre amor. Mas Jesus inverte essa lógica ao nos chamar para dar o primeiro passo no bem.
“Tudo quanto quereis que os homens vos façam, fazei-o vós também a eles” (Mateus 7:12).
Amar primeiro não é sinal de fraqueza, mas de maturidade espiritual e emocional.
Relacionamentos melhoram quando decidimos amar, mesmo quando não somos compreendidos ou retribuídos como gostaríamos.
O apóstolo Paulo nos lembra que o amor não é apenas um sentimento, mas uma prática diária: “O amor é paciente, o amor é bondoso… não se irrita, não guarda rancor” (1 Coríntios 13:4–5). Amar, nesses termos, exige domínio próprio, graça e disposição para agir de um jeito diferente daquele que o nosso impulso natural sugere.
Jesus viveu isso de maneira plena. Ele acolheu os rejeitados, respondeu com mansidão aos ofensores e ofereceu perdão até àqueles que o crucificaram. “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).
Se desejamos conviver melhor com as pessoas, precisamos aprender com Cristo que o amor transforma ambientes, desarma conflitos e abre caminhos onde antes só havia muros.
Quando escolhemos amar, criamos pontes. Um gesto de bondade, uma palavra branda ou até mesmo um silêncio sábio pode mudar completamente o rumo de uma conversa.
A Bíblia nos orienta: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12:18).
Esteja certo de que amar é uma decisão diária, sustentada pela graça. Não conseguimos viver esse amor pelas nossas próprias forças, mas pela ação do Espírito Santo em nós. “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1 João 4:19).
Que o nosso comportamento revele Cristo e que, ao escolhermos amar, sejamos instrumentos de reconciliação, paz e cura nos relacionamentos que Deus nos confiou.
Não poderia terminar este artigo de outra forma senão lembrando você de algo essencial:
O Pai ama você!
Darci Lourenção (@pra_darci_lourencao) é psicóloga, pastora, coach, escritora e conferencista. Foi Deã e Professora de Aconselhamento Cristão. Autora dos livros “Na intimidade há cura”, “A equação do amor”, “Viva sem compulsão” e “Devocional Minha Família no Altar”.
* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.
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