Copiloto da Flydubai confessa que pretendia chocar avião contra o aeroporto de Tel Aviv

Hamam al-Hammami disse que planejava tomar o comando do voo, pousar e colidir a aeronave com um prédio ou um avião no Aeroporto Ben Gurion, em Israel.

fonte: Guiame, com informações de The Times Israel

Atualizado: Terça-feira, 6 Outubro de 2026 as 10:38

Aeroporto Ben Gurion. (Foto: Wikimedia Commons/Chris Hoare).
Aeroporto Ben Gurion. (Foto: Wikimedia Commons/Chris Hoare).

O copiloto que tentou realizar um ataque terrorista durante um voo da companhia aérea Flydubai confessou que pretendia chocar o avião contra o Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, Israel.

Hamam al-Hammami disse aos investigadores do caso que planejava se livrar do comandante do avião, continuar o voo normalmente, pousar e colidir a aeronave com um prédio ou avião no aeroporto.

Segundo a investigação, foi por isso que Hamam esperou que o avião estivesse sobrevoando a Jordânia para atacar o piloto e assumir o controle da cabine, na última quarta-feira (30).

O plano terrorista foi frustrado quando o capitão Smit Machchhar, mesmo esfaqueado por Hamam, conseguiu abrir a porta da cabine.

Em seguida, passageiros israelenses perceberam que estava acontecendo um ataque e conseguiram imobilizar o copiloto. Dois pilotos de folga assumiram o controle do avião e fizeram um pouso de emergência em Tabuk, na Arábia Saudita.

Mais de dez horas depois, os passageiros chegaram em segurança ao Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Israel.

Ao desembarcarem, passageiros emocionados testemunharam que acreditavam ter vivido um milagre.

Ataque planejado durante meses

Aos investigadores, Hamam ainda revelou que se preparou e planejou o ataque durante meses, escolhendo trabalhar na companhia aérea Flydubai e visitando o Aeroporto Ben Gurion várias vezes.

"Pesquisei qual companhia aérea voa para Tel Aviv. Por isso escolhi a Flydubai. Eu planejei isso antes mesmo de ser aceito”, afirmou ele.

Ele havia planejado realizar o ataque em julho, mas acabou cancelando o plano porque um amigo estava entre os tripulantes.

Hamam está preso e sendo interrogado nos Emirados Árabes Unidos e pode enfrentar a pena de morte. Oficiais de inteligência de Israel também irão interrogá-lo.

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