50 mil mesquitas fecham, enquanto cristianismo cresce no Irã: "O Islã está morrendo"

O líder cristão Mohamad Faridi relatou que os iranianos estão rejeitando o regime islâmico opressor e muitos muçulmanos estão se convertendo.

fonte: Guiame, com informações de CBN News

Atualizado: Sexta-feira, 5 Junho de 2026 as 5:01

Cristãos secretos. (Foto: Iran Alive Ministries via Uncharted).
Cristãos secretos. (Foto: Iran Alive Ministries via Uncharted).

Uma mudança espiritual radical está em andamento no Irã. O número de muçulmanos caiu drasticamente após a população se decepcionar com o regime islâmico que governa o país através da opressão, corrupção e violência há decadas.

O cristão iraniano Mohamad Faridi, líder do ministério Iranian Christians International, relatou que 50 mil das 75 mil que existem no Irã foram fechadas nos últimos anos. Os templos fecharam as portas por falta de frequentadores.

"O Islã está morrendo, pois nunca se viu nada morrer tão rápido dentro do Irã. A religião está morta no Irã”, afirmou Faridi, em entrevista ao canal do YouTube “No Longer Nomads”.

Durante os protestos contra o regime islâmico em janeiro, iranianos queimaram mesquitas e declararam publicamente sua rejeição à ideologia do governo.

Fome espiritual

Embora os iranianos estejam abandonando o islamismo, a fome espiritual por Deus permenece.

Muitos estão descobrindo a verdade em Jesus, se convertendo ao cristianismo e se arriscando para viver sua nova fé no país que persegue cristãos.

Há muitos relatos de muçulmanos que se converteram após ter sonhos, visões e experiências sobrenaturais com Jesus, antes mesmo de um cristão lhe apresentar o Evangelho.

Os convertidos baixam Bíblias digitais, assistem sermões online e frequentam igrejas domésticas secretas.

A missão Iranian Christians International apoia e discipula a igreja clandestina no Irã, além de evangelizar o mundo muçulmano.

Igreja clandestina

Segundo organizações que monitoram a perseguição religiosa, o Irã abriga uma das igrejas subterrâneas que mais crescem no mundo. A estimativa é que existam até um milhão de cristãos secretos na nação islâmica.

O pastor iraniano Hormoz Shariat, fundador do ministério Iran Alive, destacou que a igreja clandestina no Irã tem demonstrado uma fé extraordinária. 

“Os crentes no Irã estão cheios do Espírito Santo. Eles são corajosos. Eles não se importam se morrerem por Jesus. Muitos estão vivendo por Jesus e alguns estão morrendo por Ele - e eles não se importam”, destacou.

“Quando você sai das trevas para a luz, você valoriza a luz. Eles amam Jesus. Eles apreciam a luz e acreditam que o Irã será uma nação cristã”, acrescentou.

Hormoz acredita que muitos iranianos estão encontrando esperança no Evangelho e afirmou que a transformação espiritual do povo pode mudar o futuro da nação.

Perseguição no Irã

O Irã é um país predominante muçulmano e o governo islâmico persegue os cristãos, proibindo igrejas, Bíblias e evangelismo. 

Líderes e cristãos descobertos podem enfrentar prisão e tortura, principalmente se deixaram o Islã para seguir a Cristo, já que renunciar ao islamismo é proibido pela Sharia (lei islâmica).

Apesar da forte perseguição, a igreja secreta continua crescendo no país, segundo um relatório do Article 18.

O Irã ocupa a 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.

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