Amin Ismail, filho do pastor sudanês Ismail Azzaz, foi libertado da prisão de Kobar, em Cartum, capital do Sudão, após passar mais de um ano detido.
Durante mais de um ano, ele ficou detido em uma das instalações prisionais mais rigorosas do país.
Amin havia sido preso em julho de 2025, em meio a um histórico de pressões enfrentadas por sua família.
Ele não estava preso por qualquer crime que tivesse cometido. Estava ali por ser filho do pastor Azzaz, um líder religioso íntegro que, em certa ocasião, se recusou a ceder as terras da igreja às pressões do governo, e porque um homem influente da capital cobiçava sua esposa.
Obediência a Deus
A história dessa família é marcada por uma obediência que custou caro. Anos antes, o pastor Azzaz havia fugido do Sudão depois de resistir firmemente às tentativas do governo de submeter a igreja ao controle estatal. Para protegê-los das consequências dessa decisão, ele enviou seus filhos para lugares diferentes.
Quando Amin retornou a Cartum em julho de 2025 para visitar sua esposa, foi preso no dia seguinte.
Os tribunais o consideraram inocente repetidas vezes, mas ele permaneceu atrás das grades. Seguiram-se ameaças. Tentativas foram feitas para libertá-lo, apenas para que ele pudesse ser morto fora dos muros da prisão.
Em uma extraordinária reviravolta, Amin Ismail foi libertado da prisão de Kobar.
“O que o esforço humano não conseguiu, o Senhor realizou. As orações de muitos, incluindo a intercessão e o apoio dos parceiros da International Christian Concern (ICC), foram atendidas. A longa noite de prisão chegou ao fim”, declarou a organização.
Gratidão pelas orações
A libertação foi recebida com gratidão por Amin, que reconheceu o apoio espiritual recebido durante o período em que esteve preso.
Embora tenha deixado a prisão de Kobar, sua situação ainda preocupa a organização cristã, que alerta para os riscos enfrentados por ele na capital sudanesa.
O caso chama a atenção para as dificuldades vividas por cristãos no Sudão, país que enfrenta uma grave crise humanitária e de segurança desde o início do conflito armado entre as Forças Armadas Sudanesas e as Forças de Apoio Rápido, em abril de 2023.
Nesse cenário, comunidades cristãs também enfrentam insegurança, deslocamentos e dificuldades para manter suas atividades religiosas.
“Sei que foi o Senhor quem abriu a porta”
Em declaração à ICC, Amin atribuiu sua libertação à intervenção de Deus e destacou a importância das orações recebidas.
“Agradeço a Deus pela minha libertação e sou profundamente grato à ICC pelas orações e pela ajuda que me deram. O apoio deles desempenhou um papel importante neste milagre”, afirmou.
“Sei que foi o Senhor quem abriu a porta e continuo confiando que Ele me tirará da capital em segurança. Por favor, continuem orando por mim e pela minha família”, acrescentou.
Segundo a organização, Amin havia retornado a Cartum em julho de 2025 para visitar a esposa, mas foi preso no dia seguinte. A ICC afirma que tribunais o consideraram inocente repetidas vezes, embora ele tenha permanecido detido.
A entidade também denuncia que ele recebeu ameaças e que houve tentativas de organizar sua libertação para que fosse morto fora da prisão. Segundo a ICC, o caso também envolveria o interesse de um homem influente pela esposa de Amin. Essas alegações não foram confirmadas de forma independente.
Igreja pede orações pela segurança da família
O pastor Ismail Azzaz permanece no exílio e, apesar da alegria pela libertação do filho, a família ainda teme por sua segurança.
Um representante da ICC agradeceu pelas orações e pediu que os cristãos continuem intercedendo por Amin, sua esposa e seus familiares.
“Agradecemos ao Senhor por esta oração respondida”, declarou.
O representante também pediu orações para que Deus abra um caminho seguro para Amin deixar Cartum e possa viver longe das ameaças.
A organização reforçou que, embora Amin esteja livre, sua segurança ainda não está garantida.