Cristão com problemas cardíacos é espancado na prisão por pedir tratamento no Irã

Amir-Ali Minaei, de 31 anos, foi preso por participar de uma igreja doméstica. Após ser agredido pelo guarda penitenciário, seu estado de saúde piorou.

fonte: Guiame, com informações de Article 18

Atualizado: Quarta-feira, 2 Abril de 2025 as 5:01

Amir-Ali Minaei. (Foto: Article 18).
Amir-Ali Minaei. (Foto: Article 18).

Um cristão que está preso por sua fé no Irã foi espancado, após pedir tratamento para seus problemas cardíacos.

Segundo o Article 18, uma organização que monitora a perseguição no mundo, Amir-Ali Minaei, de 31 anos, é um ex-muçulmano que se converteu a Cristo e foi preso em abril do ano passado.

Amir-Ali foi condenado a três anos e sete meses de prisão por "atividades de propaganda contra o regime por meio do estabelecimento de uma igreja doméstica", pelo juiz do Tribunal Revolucionário, Iman Afshari. O cristão também teve seus direitos sociais retirados. 

Amir-Ali foi detido pela primeira vez em dezembro de 2023 e passou mais de dois meses na Prisão de Evin.

Após uma série de interrogatórios, ele foi libertado sob fiança. A doença cardíaca de Amir-Ali foi diagnosticada durante sua libertação. O problema foi causada pelo estresse e ameaças que sofreu ao ser perseguido pelo governo islâmico do Irã.

Durante sua segunda detenção, Amir-Ali fez vários pedidos de consulta com um cardiologista, mas foram rejeitados.

Piora no estado de saúde

No início de março, o cristão foi espancado por um guarda da cadeia após pedir mais uma vez para receber tratamento. 

O agente penitenciário atingiu diretamente no peito de Amir-Ali, piorando mais seu estado de saúde.

Agora, existe a preocupação de que sua condição possa se agravar ainda mais nas próximas semanas, com o início da temporada do Ano Novo Persa, quando não há muitos médicos disponíveis.

“Estamos cada vez mais preocupados com a saúde e o bem-estar de Amir-Ali, um jovem cuja única 'ofensa' foi se reunir com seus companheiros de fé”, declarou Mansour Borji, do Article 18.

“Apelamos à sua libertação imediata e incondicional e às autoridades iranianas para que deixem de visar as igrejas domésticas e, em vez disso, as reconheçam pelo que são: os únicos locais de culto disponíveis para os cristãos iranianos que desejam adorar juntos na sua língua materna”, acrescentou.

veja também