Evangelista é morto em emboscada de extremistas após pregar em culto em Uganda

Alfred Kitenga foi assassinado brutalmente após um grupo de homens disfarçados de motoristas de mototáxi lhe oferecerem carona, em Kampala.

fonte: Guiame, com informações de Morning Star News

Atualizado: Segunda-feira, 20 Abril de 2026 as 5:01

Imagem ilustrativa. (Foto: Reprodução/YouTube/Open Doors UK & Ireland).
Imagem ilustrativa. (Foto: Reprodução/YouTube/Open Doors UK & Ireland).

Um evangelista foi morto por extremistas islâmicos após pregar em um evento evangelístico em Uganda.

Segundo o Morning Star News, Alfred Kitenga foi vítima de uma emboscada, no dia 9 de abril.

Ele e sua esposa, Anna Grace Nabirye, estavam voltando para casa à noite, após Alfred pregar em um culto na região de Namungoona, em Kampala.

No término do evento, quatro homens que se identificaram como motoristas de mototáxi ofereceram carona gratuita para o casal. Eles afirmaram que eram cristãos e que haviam participado do culto.

"Acreditamos neles porque disseram que eram companheiros de crença que ouviram a mensagem", disse Anna, em entrevista ao Morning Star News.

Durante a viagem, os motoristas sugeriram seguir por uma outra rota, argumentando que havia congestionamento, e o casal concordou.

Logo depois, um dos motoristas começou a falar ao telefone em outra língua e mais três homens surgiram na estrada. "O que veio depois foi repentino e violento", lembrou Anna.

Atacado com facas

O grupo passou a espancar Alfred e a esposa. O evangelista foi atacado com facas e morreu.

Os criminosos não assassinaram Anna e após o ataque, a deixaram perto de sua casa. Então, a esposa pediu ajuda aos líderes de uma igreja local, que foram até a estrada e encontraram Alfred morto.

A morte do pregador deixou sua igreja e comunidade cristã em choque e luto. Líderes cristãos locais lamentaram a tragédia, afirmando que Alfred era um evangelista dedicado em compartilhar o Evangelho, principalmente em comunidades muçulmanas.

"Esta é uma perda dolorosa para o corpo de Cristo", disse um líder, pedindo orações e apoio à família enlutada.

O caso gerou preocupação com a segurança de evangelistas entre a comunidade cristã de Uganda. Agora, alguns líderes estão pedindo que medidas de segurança sejam implementadas para garantir a proteção de equipes ministeriais que atuam no campo.

Perseguição em Uganda

A Constituição de Uganda garante liberdade religiosa, incluindo o direito de compartilhar a própria fé e de se converter de uma religião para outra. 

No entanto, o ataque é mais um entre os muitos casos de perseguição a cristãos documentados no país, com cerca de 12% da população composta por muçulmanos. O país ocupa o 52º lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.

Nos últimos anos, evangelistas, pastores e pregadores têm sido alvo de emboscadas realizadas por extremistas islâmicos em Uganda.

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