Igrejas dão alimentos e livros evangelísticos a imigrantes em Ceuta: “Que sejam tocados”

Igrejas e ministérios locais se uniram para levar ajuda humanitária a milhares de imigrantes que ainda estão na cidade espanhola.

fonte: Guiame, com informações de Evangélico Digital

Atualizado: Sexta-feira, 7 Agosto de 2026 as 4:09

Imigrantes nas ruas de Ceuta. (Foto: Reprodução/YouTube/RTVE Noticias).
Imigrantes nas ruas de Ceuta. (Foto: Reprodução/YouTube/RTVE Noticias).

Após uma semana da crise imigratória em Ceuta, igrejas e ministérios se uniram para levar o amor de Deus aos milhares de imigrantes que continuam circulando na cidade autônoma da Espanha, localizada no norte da África.

No dia 31 de julho, cerca de 72 mil imigrantes entraram ilegalmente para Ceuta vindos do Marrocos. Mais de 100 pessoas morreram durante a travessia por mar. 

Em meio à crise, a Casa de Alabanza, a igreja evangélica mais antiga de Ceuta, reuniu líderes de igrejas locais e criou uma rede de apoio humanitário.

“Decidimos nos reunir com as diferentes igrejas evangélicas e ministérios da cidade, para convocar uma reunião de emergência”, contou Javier Santolaria, pastor da igreja, em entrevista ao Protestante Digital.

Agora, equipes de voluntários estão distribuindo alimentos a imigrantes que se estabeleceram nos arredores da cidade e em áreas mais distantes do centro urbano.

Os cristãos também distribuem livros evangelísticos, incluindo “Mais do que um carpinteiro” em francês e árabe, e o “Sermão da Montanha" em árabe.

"Eles passam muitas horas sem fazer nada. Esperamos que o Senhor possa tocar muitas vidas", disse o pastor Javier.

Clima de insegurança

O governo espanhol informou que a maioria já voltou para o seu país. Entre 3.000 e 5.000 imigrantes que entraram na semana passada ainda estão em Ceuta, conforme atualização do governador local, Juán Jesus Vivas, divulgada na quinta-feira (6).

"Às vezes, as notícias não são realistas com o que o cidadão comum vive aqui todos os dias, especialmente na periferia. Os bairros ainda estão cheios. Estamos falando de milhares de pessoas ainda na cidade”, relatou a coordenação da rede de apoio.

Segundo Javier, mesmo com o aumento da presença policial e militar nas ruas, brigas ainda continuam ocorrendo, criando um clima de insegurança.

A esposa do pastor, que é enfermeira, descreveu a situação no hospital em que trabalha: “Não chegaram só feridos. Adolescentes que já haviam morrido também chegaram".

Javier pediu oração pela situação na cidade espanhola. “Pedimos que continue orando por nós, porque não é fácil. Tudo isso que aconteceu se soma às tarefas e preocupações diárias, e precisamos de força e de ver a mão de Deus agindo", concluiu. 

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