Missão de Franklin Graham recusa US$ 300 milhões do governo dos EUA: “Dependemos de Deus”

A Samaritan’s Purse afirmou que continuará confiando “em Deus, não no governo” para financiar suas ações humanitárias e a pregação do Evangelho.

fonte: Guiame, com informações da CBN News

Atualizado: Terça-feira, 1 Setembro de 2026 as 8:57

O evangelista e presidente da Samaritan’s Purse, Franklin Graham. (Foto: Samaritan’s Purse)
O evangelista e presidente da Samaritan’s Purse, Franklin Graham. (Foto: Samaritan’s Purse)

A Samaritan’s Purse, organização humanitária cristã liderada pelo evangelista Franklin Graham, recusou US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) em recursos oferecidos pelo Departamento de Estado dos EUA.

Segundo Graham, a decisão foi tomada após um período de oração e reflexão com os líderes do ministério.

A organização havia sido convidada a participar de um acordo de financiamento de US$ 300 milhões ao longo de dois anos, como parte de uma nova estratégia do governo americano para ampliar parcerias com organizações religiosas na prestação de ajuda humanitária internacional.

“Ficamos honrados em fazer parte desta proposta. Embora apreciemos profundamente a confiança que o Departamento de Estado depositou na Samaritan’s Purse, após oração e reflexão, nos retiramos como beneficiários desses recursos”, declarou Graham.

‘Confiamos em Deus, não no governo’

Ao explicar a decisão, Franklin destacou que, durante sua liderança, a Samaritan’s Purse tem buscado depender principalmente da provisão de Deus por meio de doadores.

“Durante toda a minha trajetória liderando a Samaritan’s Purse, sempre confiamos em Deus, não no governo, para nosso financiamento”, afirmou.

Graham também agradeceu aos apoiadores que sustentam o trabalho da organização e ressaltou que a missão continuará combinando assistência humanitária com a proclamação da fé cristã.

“Agradecemos a Deus pelos incríveis doadores que Ele conduziu para apoiar este ministério. Como temos feito há décadas, continuaremos compartilhando a esperança do Evangelho de Jesus Cristo – Sua morte, sepultamento, ressurreição e Seu retorno – sempre respondendo às crises em nome de Jesus”, disse.

Apesar de rejeitar os US$ 300 milhões, Graham ressaltou que a decisão não significa o rompimento da relação da Samaritan’s Purse com o governo americano.

O evangelista afirmou que o ministério continuará disposto a trabalhar ao lado das autoridades dos EUA em situações de emergência, mas não participará deste programa específico de financiamento.

“Somos gratos por nossa relação de trabalho com o Departamento de Estado e continuaremos disponíveis para fazer parceria com o governo dos EUA em resposta a emergências, apenas não por meio deste programa de macrofinanciamento”, explicou.

Nova estratégia de ajuda humanitária

A oferta governamental faz parte de uma ampla reformulação da política de ajuda externa americana promovida pelo governo de Donald Trump.

O Departamento de Estado anunciou quase US$ 2 bilhões destinados a organizações religiosas e comunitárias envolvidas em saúde global e assistência humanitária. Entre as entidades incluídas na estratégia estão organizações cristãs como World Vision, Compassion International e Samaritan’s Purse.

Segundo o Departamento de Estado, organizações religiosas possuem experiência, presença local e histórico de atuação que podem facilitar a chegada dos recursos diretamente às populações necessitadas.

“Frequentemente, trata-se de experiência. É garantir que o dinheiro, quando gasto, realmente chegue às pessoas que precisam”, afirmou Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, à CBN News.

Ele acrescentou que o governo busca trabalhar com “parceiros confiáveis” que tenham histórico de distribuir assistência de maneira eficaz.

A decisão da Samaritan’s Purse ocorre enquanto a organização mantém operações humanitárias em diferentes regiões atingidas por guerras, desastres naturais e crises sanitárias.

Mesmo recusando o financiamento milionário, Graham elogiou as mudanças realizadas pelo governo Trump na política de ajuda externa e agradeceu os esforços do secretário de Estado, Marco Rubio.

“Sou grato pelo fato de o governo dos Estados Unidos continuar sendo o líder global no fornecimento de ajuda que salva vidas ao redor do mundo”, afirmou.

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