Missionária iraniana vê queda de regime islâmico como resposta de Deus: ‘Orações atendidas’

Presidente da ‘Transform Iran’ diz estar preparada há anos para uma possível transição no Irã, com líderes e pastores treinados para servir e apoiar as pessoas.

fonte: Guiame, com informações da CBN News e Transform Iran

Atualizado: Terça-feira, 3 Março de 2026 as 10:18

Lana Silk, presidente da Transform Iran, em entrevista á CBN News. (Captura de tela/YouTube/CBN News)
Lana Silk, presidente da Transform Iran, em entrevista á CBN News. (Captura de tela/YouTube/CBN News)

A tensão no Oriente Médio aumentou no fim de semana, quando EUA e Israel lançaram um ataque conjunto contra alvos no Irã. Os aliados afirmam que a ofensiva foi preventiva, com o objetivo de neutralizar ameaças de mísseis e impedir o avanço do programa nuclear iraniano.

A ofensiva, que atingiu instalações militares e estratégicas, repercutiu em toda a região. Relatos sobre a morte do aiatolá Ali Khamenei levaram a respostas das forças iranianas e intensificaram uma crise que já se agravava há meses.

No meio desse cenário de conflito e incerteza, líderes cristãos com foco evangelístico no Irã interpretam o momento sob uma perspectiva espiritual profunda.

Em comunicado, a Transform Iran se solidariza com o povo iraniano:

“[Estamos] comprometidos e prontos para implementar uma estratégia detalhada de apoio espiritual, emocional e prático durante este momento crítico da história do país, em que mais de 50.000 pessoas foram presas e provavelmente mais de 50.000 foram mortas desde o início dos protestos em 28 de dezembro de 2025.”

Os fundadores do ministério, Lázaro e Maggie Yeghnazar, que foram guiados por Deus a deixar o Irã em 1988 com a missão de preparar os fiéis para um futuro retorno, refletem sobre o momento atual, declarando o seguinte:

“O tempo e os acontecimentos no Oriente Médio estão se desenrolando rapidamente. Temos nos dedicado fielmente à preparação dos santos por 38 anos. Agora chegou a hora.”

Resposta de oração

Em entrevista à CBN News, a missionária Lana Silk, presidente e CEO da organização, falou sobre o significado espiritual do momento vivido pelo Irã.

Para ela, é simplista pensar que o povo pode assumir o controle do governo instantaneamente.

“O trauma que sofreram é insondável, e devemos reconhecer o preço que já pagaram. Uma mudança real exigirá tanto ação externa quanto coragem interna”.

“Temos orado por coragem e para que aqueles que recebem ordens ímpias se levantem. E vemos essas orações sendo atendidas”, disse Silk à emissora cristã.

Segundo ela, há sinais de desgaste entre líderes do regime e um desejo cada vez maior, entre muitos iranianos, por mudança, dignidade e uma vida melhor.

Silk descreve a situação como “inevitável e tristemente necessária” e ressalta que ninguém deseja a perda de vidas, mas lembra que o povo iraniano enfrenta décadas de opressão e violência sob o regime atual.

Fé em meio ao caos

A missão Transform Iran, que há décadas atua junto a cristãos iranianos e mantém ministérios de apoio à população dentro do país, afirma que a crise atual revela não apenas desafios geopolíticos, mas também uma importante oportunidade espiritual.

Segundo a organização, muitos que hoje ocupam posições de poder no Irã enfrentam conflitos internos marcados por dúvidas e medo, o que tem levado cristãos a intensificarem orações por coragem moral.

“Acolhemos com satisfação a mudança de regime no Irã e estamos preparados com um plano estratégico para agir quando chegar a hora”. afirmou.

Ao mesmo tempo, Silk destaca que a Igreja subterrânea no país permanece firme, com muitos cristãos prontos para “ser luz” mesmo em meio ao sofrimento e à repressão.

Diante disso, a líder do ministério afirma que a organização vem se preparando há anos para um possível período de transição, capacitando evangelistas e pastores para atuar quando surgirem novas oportunidades de ajudar, cuidar das pessoas e compartilhar a fé.

“Há décadas, temos treinado e preparado evangelistas e pastores para este momento. Agora, nossa equipe está pronta para a ação — para levar o poderoso amor de Deus ao povo ferido do Irã”.

Oração e esperança

Para a comunidade cristã com foco no Irã, as notícias não são apenas um relatório de guerra, mas um chamado para intercessão permanente, conforme declarou Silk:

“Não buscamos destruição, mas restauração. Oremos por sabedoria, proteção para os inocentes e que o amor de Deus alcance os corações em meio à tempestade.”

“Neste momento, encorajamos o Ocidente a orar. Com a ajuda de Deus, proclamaremos as boas novas aos pobres, curaremos os de coração quebrantado e proclamaremos o ano da graça do Senhor (Isaías 61) para o Irã”, declarou.

 

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