Missionários levam pigmeus a Jesus e plantam igreja entre tribo em Uganda: ‘Vidas mudadas’

A tribo remota pigmeus Batwa tem sido alcançada pelo Evangelho em Uganda, com batismos e curas sobrenaturais.

fonte: Guiame, com informações de CBN News

Atualizado: Sexta-feira, 25 Setembro de 2026 as 5:07

Dezenas de pessoas do povo Batwa já foram batizados em Uganda. (Foto: Reprodução/CBN News).
Dezenas de pessoas do povo Batwa já foram batizados em Uganda. (Foto: Reprodução/CBN News).

Durante séculos, a tribo pigmeus Batwa habitou a floresta de Bwindi, no sudoeste de Uganda.

O povo vivia em cavernas e árvores, e se alimentava de caça e frutos da selva. 

"Eles são muito pequenos. Eles têm cerca de 1,37 metros de altura, normalmente. Eles caçavam com flechas ou redes envenenadas, colhiam frutos das árvores ou raízes do chão”, explicou Scott Kellermann, um especialista americano que estudou os Batwa, à CBN News.

Os pigmeus eram conhecidos como os "guardiões da floresta” em Uganda, até o governo transformar seu habitat em um parque nacional para gorilas em extinção.

"O resultado foi que os Batwa foram expulsos da floresta", comentou Kellermann. A tribo acabou se tornando refugiados de conservação: sem terra, sem sustento e sem comida.

Nas cidades, os pigmeus passaram a morar nas ruas. "As pessoas nem conseguiam dar trabalho para eles porque achavam que fossem como animais", contou o missionário ugandense Tugume Gerald.

Evangelização e ajuda humanitária

Então, para ajudar os Batwa, Gerald e sua esposa Barbara iniciaram um ministério de evangelização e ajuda humanitária para a tribo, na pequena vila de Kisoro, localizada à beira da selva.

"Comecei pregando a mensagem de esperança aos desesperados", lembrou Gerald. 

“Éramos servos do diabo”

Foi assim que centenas de pigmeus Batwa ouviram falar de Jesus pela primeira vez. Nyirakayanje foi um dos primeiros de sua tribo a se converter. 

“Foi a primeira vez que alguém nos falou sobre Jesus. Fumávamos, bebíamos, praticávamos bruxaria. Éramos servos do diabo, mas depois ouvimos que Cristo morreu por nossos pecados e isso mudou nossas vidas", disse ele, em entrevista à CBN News.


Dezenas de pessoas do povo Batwa já foram batizados em Uganda. (Foto: Reprodução/CBN News).

Logo depois, Nyirakayanje se tornou evangelista na equipe do missionário Gerad. Desde então, dezenas de pessoas do povo Batwa aceitaram Cristo e foram batizadas.

Segundo Gerald e Barbara, muitos milagres também têm sido registrados entre a tribo, como curas de Aids e HIV. 

O Evangelho cresceu entre o povo e os missionários fundaram a primeira igreja Batwa da região. "Às vezes chegam a 1.000 pigmeus que vêm frequentar a igreja", declarou Gerald.

A missão também sustenta uma escola para as crianças da tribo. Com o apoio de igrejas da Suécia, o ministério distribui material escolar, sapatos e roupas para os alunos e também constrói pequenas casas para os Batwa.

Se estima que ainda existam milhares de pigmeus Batwa que ainda não ouviram o Evangelho.

"Assim como Cristo fez por mim, acredito que sua mensagem de salvação vai mudar a vida da minha tribo", enfatizou Nyirakayanje.

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