Um homem foi morto a facadas pelo próprio pai após se converter ao cristianismo, em Uganda.
O caso ocorreu no dia 28 de janeiro, no distrito de Iganga, no leste do país. Hamba Juma, de 33 anos, havia deixado o islamismo recentemente para seguir Jesus. Seu pai, Hamba Ahammada, de 62 anos, é acusado como o autor do crime.
Hamba era pai de quatro filhos, com idades de 12, 10, 7 e 3 anos: “Eu e meu falecido marido tínhamos ido plantar arroz e, ao voltarmos para casa, encontramos meu sogro em nossa residência”, disse a viúva, Nangobi Mariati, ao Morning Star News.
Segundo Nangobi, naquele dia, a família almoçou e jantou junta: “Depois do jantar, meu sogro pediu o facão ao nosso filho, de 12 anos, sem que soubéssemos. Logo depois, ele chamou meu marido”, relembrou ela.
“Quando ele chegou lá, meu sogro pegou o facão e começou a golpear meu marido, e depois desapareceu. Parece que foi uma ação planejada, porque imediatamente as pessoas tentaram procurá-lo e não o encontraram”, acrescentou.
A impunidade da polícia no caso
Uma vizinha relatou ter visto uma motocicleta saindo em alta velocidade da região pouco depois do ocorrido:
“Suspeitamos que talvez ele tenha sido quem o ajudou a escapar da cena do crime”, disse ela.
E continuou: “Meu marido gritou por socorro, tentamos chegar ao hospital, mas lá ele foi declarado morto”.
A viúva destacou que seu marido foi morto porque ele e ela haviam aceitado Jesus.
“Meu sogro, juntamente com outros membros da família, tem nos insultado, enviando palavras duras e prometendo nos matar por termos abandonado o Islã”, afirmou ela.
De acordo com o Morning Star News, até o momento, a polícia não investigou o caso.
Embora a Constituição de Uganda garanta liberdade religiosa, incluindo o direito de se converter e propagar a própria fé, este ataque foi o mais recente de muitos casos de perseguição a cristãos no país que o Morning Star News documentou.
Muçulmanos representam cerca de 12% da população em Uganda, com maior concentração nas regiões orientais.