Pastor é atacado por cinco muçulmanos enquanto se preparava para vigília em Uganda

O pastor Joseph Kanooni foi atacado enquanto se preparava para uma vigília no leste do país.

fonte: Guiame, com informações de Morning Star News

Atualizado: Terça-feira, 6 Janeiro de 2026 as 1:14

O pastor Joseph Kanooni no hospital. (Foto: Reprodução/Morning Star News)
O pastor Joseph Kanooni no hospital. (Foto: Reprodução/Morning Star News)

Cinco muçulmanos armados com paus e objetos cortantes atacaram um pastor que se preparava para uma vigília no leste de Uganda, deixando-o gravemente ferido.

O ataque ocorreu no dia 21 de dezembro, enquanto o pastor Joseph Kanooni, da Igreja Revival Mission Centre, em Kaliro, se preparava para uma vigília de oração na congregação. 

De acordo com Joseph, os muçulmanos o confrontaram acusando-o de "desviar seus filhos" ao incentivá-los a frequentar a igreja.

O pastor identificou dois dos agressores como Ismael Mukulu e Fahadi Kuluza, com quem já havia discutido sobre religião e recebido ameaças anteriormente.

“Eles me atacaram de repente enquanto eu trabalhava dentro da igreja”, disse o pastor Kanooni ao Morning Star News. 

“Tentei me proteger, mas fui dominado e acabei perdendo a consciência. Quando recuperei os sentidos, estava recebendo tratamento no hospital”, acrescentou.

O pastor foi encontrado atrás da igreja

Quando os membros da igreja chegaram ao local, encontraram o pastor gravemente ferido atrás do templo, com cortes profundos nas mãos e nas costas.

“Tínhamos levado comida para ele porque estava sozinho”, relatou Solomon Kiseka, membro da igreja e um dos que o encontraram. 

E continuou: “Como não o encontramos lá dentro, procuramos ao redor e o achamos ferido e pedindo ajuda. Providenciamos transporte imediatamente e o levamos às pressas para uma clínica próxima para receber os primeiros socorros”.

Posteriormente, o pastor foi transferido para um hospital para tratamento adicional. Segundo o Morning Star News, seu estado de saúde era estável.

A polícia do leste de Uganda segue à procura dos cinco suspeitos. Líderes religiosos locais condenaram o ataque e pediram  às autoridades que os responsáveis sejam presos e julgados, ao mesmo tempo em que apelaram pela paz nas comunidades.

A Constituição de Uganda garante liberdade religiosa, incluindo o direito de compartilhar a própria fé e de se converter de uma religião para outra. 

No entanto, o ataque é mais um entre os muitos casos de perseguição a cristãos documentados no país com cerca de 12% da população composta por muçulmanos, com maior concentração na região leste.

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