‘14 países da Copa do Mundo estão entre os que mais perseguem cristãos’, alerta missão

A missão Portas Abertas chamou a atenção para a realidade da Igreja Perseguida em 14 países que disputam a Copa do Mundo 2026 e convocou os cristãos à oração.

fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas

Atualizado: Sexta-feira, 12 Junho de 2026 as 12:22

A missão Portas Abertas convocou os cristãos a orar pelas nações perseguidas durante a Copa do Mundo. (Foto: Unsplash/Fauzan Saari)
A missão Portas Abertas convocou os cristãos a orar pelas nações perseguidas durante a Copa do Mundo. (Foto: Unsplash/Fauzan Saari)

Com o início da Copa do Mundo de 2026, bilhões de pessoas acompanham o maior torneio de futebol do planeta. Em meio à celebração do esporte, a missão Portas Abertas destacou uma realidade pouco lembrada: 14 países classificados para a competição estão entre os que mais perseguem cristãos no mundo. 

As nações fazem parte da Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2026, ranking anual divulgado pela missão que aponta os lugares mais difíceis para seguir Jesus.

“Este é um convite para transformar atenção em intercessão”, declarou a Portas Abertas.

E continuou: “A Copa do Mundo não é apenas um evento esportivo. Ela também nos lembra que, por trás das bandeiras e dos times, existem milhões de cristãos que enfrentam pressão e discriminação por sua fé”.

Embora a perseguição não envolva toda a população desses países, muitos cristãos enfrentam pressão, discriminação e até violência por causa da fé. Ainda assim, o Evangelho continua avançando nessas nações. 

A realidade dos cristãos em países perseguidos na Copa 2026

Os 14 países presentes na Copa do Mundo de 2026 que também estão na Lista Mundial da Perseguição são: Arábia Saudita (13°), Argélia (20°), Catar (44°), Colômbia (47°), Egito (42°), Irã (10°), Iraque (18°), Jordânia (49°), Marrocos (23°), México (30°), República Democrática do Congo (29°), Tunísia (31°), Turquia (41°) e Uzbequistão (25°).

Segundo a missão, a realidade dos cristãos varia entre os países, mas muitos enfrentam desafios semelhantes. 

Em nações de maioria muçulmana, como Arábia Saudita, Irã, Marrocos, Argélia, Catar, Jordânia, Tunísia e Turquia, cristãos convertidos do islamismo costumam enfrentar forte pressão familiar, social e estatal. 

Em muitos casos, eles são monitorados e precisam esconder a fé para evitar rejeição, interrogatórios, perda de direitos ou punições legais.

No Irã, autoridades reprimem severamente igrejas domésticas e líderes cristãos podem ser presos. Na Argélia, igrejas foram fechadas e cultos suspensos nos últimos anos. Já na Arábia Saudita, onde não existem igrejas públicas, muitos seguidores de Jesus vivem a fé em segredo. 

Em outros países, a perseguição está ligada à violência de grupos armados e criminosos. Na República Democrática do Congo, comunidades cristãs continuam sendo alvo de ataques terroristas, com igrejas destruídas e famílias forçadas a deixar suas casas. No Iraque, cristãos ainda convivem com as consequências de anos de conflitos e ameaças de extremistas.

A pressão também é registrada em regiões da América Latina. Na Colômbia e no México, líderes cristãos podem ser perseguidos por confrontar injustiças ou atuar em áreas controladas por grupos criminosos. Convertidos em comunidades indígenas também enfrentam rejeição por sua fé.

Já no Egito, a discriminação acontece principalmente em nível local, enquanto no Uzbequistão autoridades mantêm forte controle sobre as atividades religiosas, impondo restrições às igrejas e monitorando constantemente os fiéis.

Convocação à Igreja

Diante desse cenário, a Portas Abertas convida cristãos de todo o mundo a lembrarem da Igreja Perseguida durante a Copa do Mundo 2026. 

“A Copa pode ser uma oportunidade para ampliar nossa visão e viver a unidade global da igreja em compaixão por nossos irmãos na fé perseguidos. Ore enquanto você torce durante os jogos nas próximas semanas. Vista a camisa da Igreja Perseguida”, concluiu a missão.

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