“A China vai vivenciar outro enorme avivamento”, diz pastor perseguido da Igreja Zion

Ezra Jin declarou que a Igreja chinesa cresceu com a perseguição e acredita que haverá um despertar espiritual nos próximos anos.

fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

Atualizado: Quarta-feira, 7 Outubro de 2026 as 5:04

Ezra Jin enfrentou a perseguição durante anos. (Foto: Reprodução/YouTube/The Christian Post).
Ezra Jin enfrentou a perseguição durante anos. (Foto: Reprodução/YouTube/The Christian Post).

Ezra Jin, pastor da Igreja Zion, declarou que acredita que a China vai viver um avivamento em meio à repressão do governo cominista.

O líder, que enfrentou perseguição há anos, foi liberto da prisão em julho, após pressões diplomáticas e apelos do presidente americano Donald Trump ao presidente chinês Xi Jinping.

Vivendo em liberdade com sua família nos Estados Unidos, agora o pastor Ezra pede que os outros oito líderes da Zion também sejam libertos da prisão.

"Oro, e espero que outros se juntem a mim nesta oração, para que o presidente Xi pare a perseguição aos cristãos", declarou ele, em entrevista ao The Christian Post.

Jin afirmou que os anos de repressão do Partido Comunista Chinês (PCC) causaram um efeito contrário e preparou sua igreja para a expansão do ministério. Hoje, a Zion é uma das maiores redes de igrejas domésticas no país.

“Ao longo de três anos, estabelecemos mais de 100 igrejas em mais de 40 cidades”, relatou.

Segundo ele, a Igreja chinesa de modo geral cresceu em meio a perseguição, citando que antes da Revolução Chinesa de 1949, havia cerca de 700 mil cristãos protestantes na China e hoje já ultrapassa os 80 milhões.

“Desde a tomada comunista, a Igreja suportou uma repressão raramente vista na história. Houve um enorme crescimento do cristianismo na China. Uma situação raramente vista na história, onde uma população com quase nenhum cristão visível cresceu para 80 milhões”, ressaltou Ezra.

Para o pastor, a China viverá um avivamento nos próximos anos. "É provável que haja uma reação muito forte em toda a sociedade. A fé é algo interior, e a pressão externa não consegue arrancá-la. Assim, enquanto a pressão externa persistir, aqueles cuja fé não é firme se afastarão; mas, para os que realmente têm fé, isso exerce um efeito purificador e fortalecedor. Assim que o ambiente mudar, essa força e esse crescimento irromperão e florescerão repentinamente”, avaliou.

"Então, vocês poderão ver frutos a 30 vezes mais, a 60 e até a 100 vezes mais. Creio que, enquanto eu ainda estiver vivo, verei a China vivenciar outro enorme avivamento”, declarou.

Igreja perseguida

Em 2018, a Igreja Zion foi proibida pelo governo comunista após resistir à instalação de câmeras de vigilância em sua sede em Pequim. Desde então, muitas de suas filiais foram investigadas e fechadas.

Em outubro de 2025, o regime de Xi Jinping prendeu 30 líderes da Igreja Zion, incluindo o pastor Ezra em operações noturnas em várias cidades chinesas.

Estimativas apontam que a igreja reúne mais de 5 mil cristãos e mantém mais de 100 locais de culto em cerca de 40 cidades chinesas, incluindo reuniões realizadas em apartamentos, restaurantes e outros espaços.

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