Às vésperas da Festa dos Tabernáculos, o pastor Joel Engel falou sobre o significado de Sucot e destacou uma de suas principais lições: a dependência de Deus.
Em um vídeo gravado diante do Muro das Lamentações, o pastor mostrou os preparativos para a festa, que em 2026 será celebrada do pôr do sol desta sexta-feira (25) até o anoitecer de 2 de outubro.
“Aqui ao nosso redor tudo está preparado para a grande Festa dos Tabernáculos. Você está vendo ali uma sucá gigante, que é usada para fazer as refeições durante esses sete dias”, disse.
Sucot, também conhecida como Festa dos Tabernáculos ou Festa das Cabanas, é uma das festas bíblicas celebradas pelo povo judeu. Instituída em Levítico 23, ela lembra o período em que os israelitas viveram no deserto depois de saírem do Egito.
Durante a celebração, famílias constroem uma sucá — uma cabana temporária onde fazem refeições e passam momentos ao longo da festa.
“A sucá é uma tenda pequena. O povo de Israel saiu do Egito e, durante aquele tempo, habitou em tendas”, explicou Engel.
Dependência de Deus
Ao falar sobre o significado da sucá, Engel mencionou as “nuvens de glória”. Na tradição judaica, existe uma interpretação de que as cabanas citadas em Levítico representam as nuvens da presença de Deus que protegiam Israel durante sua caminhada pelo deserto.
O pastor também relacionou esse simbolismo ao pecado do bezerro de ouro e à restauração da comunhão entre Deus e Israel.
“Eles pecaram contra Deus e construíram um bezerro de ouro. Então, ficaram sem a presença de Deus. Depois, Deus mandou construir um Tabernáculo e pediu uma oferta ao povo”, afirmou.
“Essa Festa dos Tabernáculos lembra, para nós, quando Deus voltou com sua presença depois que eles se arrependeram e decidiram servir a Deus”, explicou.
O pastor destacou ainda a fragilidade da sucá. Diferentemente de uma casa, a cabana é uma estrutura temporária e sua cobertura permite que se veja o céu.
“Quando eles habitavam naquela tendinha pequena, dependiam de Deus para tudo. Na sucá, você enxerga as estrelas à noite. É uma coisa tão simples que um vento pode derrubar”, disse.
Segundo Engel, essa fragilidade ensina que a segurança do povo não estava na estrutura ao seu redor, mas no Senhor.
“Deus deixou que eles habitassem na sucá para entenderem que dependiam Dele. Eles dependiam de Deus para viver e sobreviver.”
“Você precisa de Deus”
Engel aplicou esse princípio aos momentos de instabilidade e dificuldade enfrentados atualmente pelas famílias.
“Você precisa entender esse princípio: você precisa de Deus. A sucá lembra que eles viveram em um dos lugares mais simples e frágeis, atravessaram o deserto e Deus cuidou deles.”
E incentivou: “Esse é o momento mais importante para você se aproximar de Deus e trazer Deus para dentro da sua casa, para dentro da sua sucá, da sua situação e da sua necessidade”, declarou.
Ele também aconselhou os cristãos a renovarem seu compromisso com Deus.
“É tempo de você buscar a Deus e dizer: ‘Senhor, quero fazer um voto contigo. Eu vou te servir e vou te agradecer por tudo que o Senhor fizer por mim. Guarda a minha casa e eu vou te servir’.”
As nações
Outro ponto destacado por Engel foram os 70 novilhos oferecidos durante os sete dias da festa, conforme descrito em Números 29.
Na tradição judaica, esses 70 sacrifícios são associados às 70 nações do mundo. O Talmude também apresenta a ideia de que eles eram oferecidos em favor das nações.
É nesse contexto que Engel falou sobre “resgate” e intercessão pelos povos.
“Israel foi chamado de nação sacerdotal. Então, tinha que fazer resgate pelas nações. Cada boi representava uma nação”, afirmou.
Engel também citou Zacarias 14, passagem que descreve um tempo futuro em que povos de diferentes nações irão a Jerusalém para adorar o Rei e celebrar a Festa dos Tabernáculos.
“Alguns dizem que essa festa não é para nós, cristãos. Mas, em Zacarias 14, você vai ler que chegará um tempo em que as nações virão até aqui para adorar o grande Rei na Festa dos Tabernáculos”, disse. “A Festa dos Tabernáculos celebra o Rei das nações”.
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