Atirador em jantar da Casa Branca tinha discurso anticristão, diz Trump

Suspeito preso após atentado, em hotel de Washington, teria manifestado hostilidade contra cristãos em escritos divulgados antes do ataque.

fonte: Guiame, com informações do NY Post e Reuters

Atualizado: Segunda-feira, 27 Abril de 2026 as 9:18

Cole Tomas Allen, atirador que atacou jantar com Donald Trump. (Foto: Reprodução/@realDonaldTrump)
Cole Tomas Allen, atirador que atacou jantar com Donald Trump. (Foto: Reprodução/@realDonaldTrump)

Um atentado registrado no sábado (25), durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, teve novas informações reveladas após o presidente Donald Trump afirmar que o suspeito mantinha discurso anticristão em textos divulgados antes da ação.

O ataque aconteceu no Washington Hilton, tradicional hotel localizado em Washington, onde o evento é realizado anualmente e reúne jornalistas, políticos e convidados.

Entre os presentes no jantar estava o evangelista Franklin Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham.

Em referência a atentados anteriores sofridos por Trump, Graham escreveu em seu perfil no X:

“Após três tentativas de assassinato, algumas pessoas dizem que o presidente @realDonaldTrump é um homem de sorte. Eu não acho que a sorte tenha algo a ver com isso — eu acredito que é a mão de Deus. O que você acha?”

O acusado, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi preso após a ocorrência.

Autoridades afirmaram que o suspeito disparou uma espingarda contra um agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos, protegido pelo colete à prova de balas, em um posto de segurança no hotel. Em seguida, o atirador foi imobilizado e preso.

 
 
 
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Segundo a Reuters, fontes ligadas à investigação afirmaram que o manifesto continha conteúdo anticristão.

Conforme o NY Post, Allen, que era professor universitário, enviou um extenso manifesto a membros da família cerca de 10 minutos antes do ataque de sábado.

Retórica anticristã

A CBS News informou ainda que investigadores encontraram conteúdo anticristão e anti-Trump em redes sociais e em textos enviados pelo suspeito à família.

O presidente Trump afirmou que, ao ler o material, concluiu que o autor “odeia cristãos”.

“Ele era um cristão, crente, e então ele se tornou um anticristão, e ele teve muita mudança”, disse Trump ao programa “60 Minutes” da CBS. "Ele provavelmente era um cara muito doente."

Allen citou teologia cristã ao afirmar que estava tentando proteger aqueles prejudicados pelas políticas do governo.

Em seu manifesto, o atirador escreveu que “oferecer a outra face quando *alguém* é oprimido não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor”.

Ele chegou a agradecer à família e à igreja.

“Agradeço à minha família, tanto a pessoal quanto a da igreja, pelo amor demonstrado ao longo desses 31 anos.”

Investigação em andamento

O texto completo foi divulgado por vários veículos dos EUA. As autoridades seguem apurando a motivação do ataque, o planejamento da ação e se houve apoio de terceiros.

Altas fontes federais ouvidas pela FOX News confirmaram que o suspeito disse às autoridades que ele pretendia atacar os funcionários da administração Trump.

Allen viajou de trem da Amtrak de Los Angeles para Chicago e depois para Washington, hospedando-se no Hilton na sexta-feira, disse o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche.

Investigadores costumam analisar, em casos semelhantes, sinais de radicalização política, religiosa ou pessoal.

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