Uma atividade escolar realizada por um professor em uma escola municipal de Belo Horizonte, em Minas Gerais, promoveu o comunismo e acusou os pastores de tomarem os bens dos cidadãos.
Em vídeo publicado no Instagram na quarta-feira (4), a deputada estadual Flavia Borja (Podemos) denunciou o caso após receber reclamações de algumas famílias de alunos do colégio.
“Eu estou aqui indignada, fui procurada por algumas famílias e eu estou aqui com uma aluna de uma escola municipal. No dia de ontem, ela recebeu uma atividade que imediatamente deixou ela revoltada. E essa atividade tem toda uma defesa do comunismo”, afirmou Flavia.
Uma parte do texto da atividade, criada por um professor de história, dizia: “A grande maioria das pessoas, pelo menos das que eu conheço, sabe muito bem que quem toma os bens das pessoas são as instituições capitalistas, tais como: instituições financeiras, corretoras, bancos, agiotas, as plataformas de apostas, pastores evangélicos e autoridades corruptas (policiais, promotores de justiça e juízes)”.
Retrato pejorativo dos evangélicos
O texto ainda retrata os evangélicos de forma pejorativa, como pessoas manipuláveis e sem pensamento crítico.
“O perfil da pessoa que é alvo desse tipo de manipulação é um homem sem estudo, evangélico e conservador. Ele não tem medo de perder seus bens. Aliás, ele dá com gosto seus bens ao pastor. Ele tem medo mesmo é da desonra”, afirma a atividade.
A deputada Flavia criticou a forma que os evangélicos foram apresentados. “Está colocando aqui o público conservador e evangélico como os bobões da história, como os tolos”, comentou.
E continuou: “Olha o quão grave é isso aqui! Um professor de história colocar para os alunos uma atividade que está falando que o público conservador, é sem estudo, bobos. E que não têm medo de perder os seus bens, entregam tudo para o pastor. E tratando o comunismo como algo maravilhoso, desejável, como o mundo perfeito e acabando com o capitalismo. Isso é um absurdo”.
A parlamentar classificou a atividade como doutrinação comunista e informou que vai tomar providências sobre o episódio.
“Vou procurar a Secretaria de Educação. Esse professor precisa ser penalizado pelo o que está fazendo, isso é uma doutrinação descarada. Por sorte, conseguimos ter acesso a esse material”, declarou.
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