Cardiologista destaca benefícios da oração contra o estresse: “Nutre a saúde mental”

Dr. Roque Savioli afirmou que a prática pode ajudar a reduzir o estresse, desacelerar a respiração e promover sensação de paz e bem-estar.

fonte: Guiame

Atualizado: Segunda-feira, 22 Junho de 2026 as 1

Dr. Roque Savioli fala sobre os benefícios da oração para a saúde física e mental. (Captura de tela/Instagram/@drsavioli)
Dr. Roque Savioli fala sobre os benefícios da oração para a saúde física e mental. (Captura de tela/Instagram/@drsavioli)

O cardiologista Roque Savioli usou as redes sociais para destacar os benefícios da oração para a saúde física e emocional.

Em um vídeo publicado recentemente, ele afirmou que a prática pode contribuir para a redução do estresse e favorecer o equilíbrio mental, mas sem substituir os tratamentos médicos convencionais.

“A prática da oração desacelera a respiração, reduz a frequência cardíaca e a pressão arterial”, escreveu o médico na legenda da publicação.

“Além dos benefícios físicos, a oração nutre a saúde mental e proporciona paz e bem-estar geral.”

Ao comentar os efeitos da espiritualidade sobre o organismo, Savioli afirmou que pesquisas na área da neurociência têm observado mudanças na atividade cerebral durante momentos de oração.

“Ciência já provou: orar muda o cérebro de quem tem ansiedade e não é fé cega, não. É ressonância magnética.”

Reduções de hormônios estressantes

Segundo ele, a prática está associada à redução dos níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, além de estimular regiões do cérebro envolvidas na regulação emocional.

Pesquisadores escanearam o cérebro de pessoas orando e viram exatamente as mesmas áreas que remédios de ansiedade ativam”, disse ele, explicando que a prática ainda tem o benefício de não produzir efeito colateral nenhum.

O médico trouxe alguns pontos da atuação da oração no cérebro quando você ora:

“Primeiro que cai o cortisol, que é o hormônio do estresse, que despenca em poucos minutos. A pressão abaixa e o coração desacelera.

Segundo, ativa o córtex pré-frontal, que é a área que controla o medo, e aí o pensamento racional acende, igual à meditação profunda. Libera dopamina e serotonina, os mesmos neurotransmissores que antidepressivos aumentam, só que de uma forma gratuita, não é verdade? Reduz a amígdala, que é a área do pânico, do pensamento ruim, aumenta as conexões sociais”, afirmou, explicando que quem ora em comunidade vive em média quatro anos a mais, segundo a Universidade de Harvard.

O médico também ressaltou que a oração não deve ser vista apenas como uma expressão religiosa, mas como um momento de pausa e autocuidado em meio à rotina intensa.

“Orar não é apenas uma prática religiosa, mas um ato de cuidado consigo mesmo. É um convite para desacelerar, respirar e encontrar um refúgio de paz em meio à correria", destacou.

Recurso complementar

Savioli fez questão de enfatizar que a espiritualidade não substitui os cuidados médicos. Segundo ele, a oração pode atuar como um recurso complementar, especialmente para pessoas que enfrentam ansiedade e altos níveis de estresse.

“Eu não estou dizendo para você trocar o remédio pela oração. Estou dizendo que as duas coisas funcionam juntas. E a medicina séria já reconhece isso”, afirmou no vídeo.

“20 minutos de oração por dia tem o efeito equivalente a uma dose baixa de ansiolítico. Sem dependência, sem tontura, sem sonolência”, disse.

E continuou: “O Criador desenhou o cérebro para responder a ele. Se você vive com ansiedade, comece hoje, 5 minutos de manhã.”

Ao final da legenda, o cardiologista incentivou seus seguidores a refletirem sobre seus próprios hábitos espirituais: “Você já tem o hábito de orar?”.

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