Um grupo de foliões fez gestos obscenos em frente a uma igreja, durante a passagem de um bloco de carnaval, em Belo Horizonte (MG).
Na última quinta-feira (5), o bloco “O Pior Bloco do Mundo” passou em frente a Boas Novas Church quando o culto havia terminado, no bairro Santa Efigênia.
Alguns foliões pararam no portão da igreja para provocar os cristãos, fazendo gestos obscenos com um pênis de borracha e insinuações sexuais.
A situação de atentado ao pudor foi gravada pela pastora da igreja, Kelle Gripp, que expressou sua indignação com a falta de respeito.
“É muito abuso! Eu sei que as pessoas têm liberdade de expressão, mas a gente não faz isso nos terreiros, nos centros espíritas, na igreja católica. Isso é abuso mesmo!”, disse a pastora.
“O culto acabou e o pessoal não consegue sair. Olha como é afronta: eles pararam na porta da igreja, não deixando ninguém sair. Estão gritando assim: ‘Eu não vou embora’”, relatou.
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Pedido de inquérito policial
Em postagem nas redes sociais, a deputada estadual Alê Portela (PL) repudiou a ação dos foliões e informou que irá solicitar a instauração de inquérito policial para punir os envolvidos.
“Repudiamos com enorme veemência o comportamento de foliões que dirigiram gestos obscenos e atos de escárnio a fiéis da igreja Boas Novas Church que deixavam um culto religioso. Esse crime ocorreu inclusive na presença de crianças e adolescentes”, declarou.
“Trata-se de uma manifestação clara de intolerância religiosa, praticada justamente por quem frequentemente se coloca no papel de vítima da intolerância alheia”.
A deputada lembrou que as atitudes dos filões podem configurar crimes de intolerância religiosa e prática de ato obsceno em lugar público, conforme a legislação brasileira.
A Frente Parlamentar Cristã da Câmara Municipal de Belo Horizonte solicitou que a prefeitura tome medidas sobre o caso.
Em nota, o grupo de vereadores afirmou que os foliões afrontaram “diretamente a ordem pública, a dignidade coletiva e o respeito mínimo exigido em uma sociedade democrática”.
A Frente pediu que a prefeitura apure o ocorrido, identifique os envolvidos e faça um encaminhamento à Polícia e ao Ministério Público de Minas Gerais.
“A tentativa de transvestir tais condutas como ‘manifestação cultural’ ou ‘expressão artística’ não encontra respaldo jurídico, pois a liberdade de expressão não é um direito absoluto e encontra limites claros na proteção dos direitos fundamentais de terceiros, na preservação da ordem pública e na tutela da dignidade humana”, declarou a Frente Parlamentar Cristã.