A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou variação de 0,85% até 23 de novembro - 0,13 ponto percentual acima da taxa de 0,72% apurada até o dia 15 deste mês, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O resultado representa a maior taxa de variação desde a primeira semana de abril, quando o IPC-S apresentou variação de 0,98%, compara a FGV.
O grupo Alimentação se mantém como a principal influência no avanço do indicador. Entre a segunda e a terceira semanas de novembro, a taxa da categoria passou de 1,63% para 1,98% influenciada especialmente pelo avanço nas taxas de variação de carnes bovinas (de 6,97% para 9,43%) e frutas (de 0,61% para 2,71%).
Os outros quatro grupos também que contribuíram para a elevação do IPC-S entre 15 e 23 de novembro foram Vestuário (de 0,86% para 1,00%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,14% para 0,23%), Habitação (de 0,24% para 0,30%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,18% para 0,20%). Os principais motivadores do avanço nas taxas destas categorias foram os itens calçados (de 0,66% para 1,29%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,46% para -0,22%), tarifa de eletricidade residencial (de 0,10% para 0,26%) e passagem aérea (de -2,75% para -0,01%).
Dos sete grupos que compõem o IPC-S, apenas dois apresentaram recuo em suas taxas de variação: Transportes (de 0,77% para 0,68%), sob influência do item gasolina (de 1,66% para 1,45%), e Despesas Diversas (de 0,28% para 0,25%), com destaque para o recuo no item clínica veterinária (de -0,22% para -0,80%).
Por: Daniela Braun