Trabalhadores da maior fábrica têxtil do Egito retomaram nesta quarta-feira (16) uma greve para pedir aumento de salário e melhores condições de trabalho, um dia depois de uma advertência do Exército contra as consequências "desastrosas" de novos movimentos sociais.
Faisal Nausha, um dos líderes da greve, afirmou à France Presse que os funcionários da empresa pública Misr Spinning and Weaving (Fios e Tecidos), que tem 24 mil trabalhadores em Mahallah, no Delta do Nilo, também querem a demissão dos diretores da fábrica.
Os trabalhadores haviam suspendido a greve há três dias.
Preocupado com a crise econômica, o Exército egípcio, que governa o país desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak, advertiu na terça-feira que novas greves seriam "desastrosas" para a nação.
Na sexta-feira, os líderes do movimento pró-democracia pretendem realizar uma 'Marcha da Vitória', para celebrar a queda de Mubarak e mostrar aos militares que continuam mobilizados.