Na última segunda-feira (11), 23 detentos nasceram de novo na Penitenciária Estadual do Paraná I, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná.
Os novos convertidos foram batizados em uma piscina improvisada no pátio da prisão, dando testemunho público de sua fé em Jesus.
O batismo nas águas foi organizado pela Polícia Penal do Paraná (PPPR),em parceria com a Igreja Evangélica Templo das Águias. A cerimônia contou com apresentações teatrais realizadas por detentos.
O pastor Sérgio Castro ressaltou o poder do Evangelho para transformar vidas. “O batismo possui um significado muito importante. Biblicamente, este ato traz referência a sepultamento. É como se estivesse sepultando alguém. E quando essa pessoa sai da água, é como se ele estivesse ressuscitando”, explicou.
“O símbolo do batismo pode ser entendido como a frase ‘morrendo para a velha vida, a velha natureza, aquela vida de ilusão e de violência. O Evangelho de Jesus traz essa oportunidade para que as pessoas mudem de vida para melhor. Aqui, muitos dos apenados sairão regenerados, com uma nova forma de pensar, de olhar a vida, de tratar as pessoas e esse é o nosso trabalho”, acrescentou.
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O batismo aconteceu no pátio da unidade prisional. (Foto: Munira Bark/PPPR).
“Não quero mais saber do mundo do crime”
Dois batizados contaram como Cristo os impactou através do trabalho de evangelismo dentro da penitenciária.
“Quando entrei no sistema prisional, eu seguia outra religião e, graças ao trabalho desenvolvido aqui na unidade, pude conhecer outras opções e realizei a conversão. Hoje me sinto transformado, sou batizado nas águas e não quero mais saber do mundo do crime. Acredito que o pastorado dentro das unidades penais seja uma questão essencial”, testemunhou um detento.
Outro declarou: “A possibilidade de poder fazer teatro, coral e outras atividades artísticas dentro da unidade penal é muito satisfatória. Estamos fazendo isso para Deus. Isso, para nós, não tem preço. Essa iniciativa é muito importante”.
Vidas transformadas
Para o diretor da Penitenciária Estadual do Paraná I, João Paulo Schlemper, a fé tem um papel importante na transformação de vida dos apenados.
“A fé pode servir como instrumento de transformação pessoal, auxiliando no processo de reinserção social e no fortalecimento de valores positivos”, afirmou.
“Ações como essa são extremamente importantes para a unidade penal como um todo, pois contribuem para a promoção da disciplina, do respeito mútuo e do incentivo ao abandono da prática criminosa, proporcionando aos apenados um novo olhar sobre suas escolhas e perspectivas futuras”.