África se torna o novo epicentro do crescimento do cristianismo, com 780 milhões de fiéis

O cristianismo avança mais rápido na África e na Ásia, com taxas anuais de 2,6% e 1,27%, hoje as mais altas do mundo.

fonte: Guiame, com informações do World Christian Database

Atualizado: Terça-feira, 5 Maio de 2026 as 10:04

Cristianismo passa por uma profunda transformação geográfica. (Imagem ilustrativa gerada por IA)
Cristianismo passa por uma profunda transformação geográfica. (Imagem ilustrativa gerada por IA)

O cristianismo passa por uma transformação histórica em sua distribuição global. Dados do relatório Status of Global Christianity 2026, do World Christian Database, indicam que o crescimento da fé está cada vez mais concentrado na África e na Ásia, enquanto regiões tradicionalmente cristãs enfrentam estagnação ou declínio.

Segundo a pesquisa, a África já reúne cerca de 780 milhões de cristãos, enquanto a Ásia ultrapassa 415 milhões.

Cruzadas evangelísticas pelo continente evidenciam essa realidade. Em abril, 400 mil pessoas participaram da “Campanha Jesus que Cura”, realizada pelo evangelista Dag Heward-Mills na República Democrática do Congo.

Além do volume expressivo, os dois continentes lideram o ritmo de expansão global, com taxas anuais de 2,6% na África e 1,27% na Ásia – atualmente, os índices mais altos do mundo.

Esse avanço tem deslocado o eixo do cristianismo em direção ao Sul Global. Projeções indicam que, até 2075, mais de 80% da população dessa região – que engloba África, Ásia e América Latina – será cristã.

Nesse cenário, pesquisadores apontam que a República Democrática do Congo pode ultrapassar os EUA e se tornar o país com o maior número de cristãos do mundo.

Europa e América do Norte

Enquanto isso, o cenário é distinto em regiões historicamente centrais para o cristianismo.

A Europa concentra hoje cerca de 553 milhões de cristãos, mas registra uma queda anual de 0,41%.

Na América do Norte, que reúne aproximadamente 275 milhões de fiéis, o declínio também ocorre – embora de forma mais lenta, em torno de 0,16% ao ano.

O Oriente Médio, berço do cristianismo, também enfrenta uma redução contínua na presença cristã.

Atualmente, os cristãos representam cerca de 4,2% da população – uma queda significativa em relação aos 6,1% registrados em 1970 – e as projeções apontam para uma retração anual de 0,07%.

Os dados revelam que o cristianismo não está diminuindo globalmente, mas passando por uma profunda transformação geográfica.

À medida que cresce no Sul Global, especialmente na África e na Ásia, novas comunidades, lideranças e expressões de fé emergem, redefinindo o futuro do cristianismo no mundo contemporâneo.

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