A Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) se juntou ao Parlamento Europeu para discutir a situação de cristãos estrangeiros expulsos da Turquia, em grande parte sob justificativas de “segurança nacional”.
Desde 2020, o país expulsou mais de 200 ministros cristãos estrangeiros, o que impactou aproximadamente 350 pessoas.
Muitas congregações protestantes ficaram sem liderança espiritual, pois diversos dos atingidos são ministros ordenados, alguns com décadas de permanência no país.
No mês anterior, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) notificou a Turquia sobre 20 casos de cristãos impedidos de entrar no país.
Pouco depois, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que condena a expulsão de cristãos estrangeiros, realizada sob alegações infundadas de segurança nacional e sem respeito ao devido processo legal.
Liberdade religiosa
A USCIRF também passou a se envolver no tema, recomendando que a Turquia seja incluída em uma Lista de Vigilância Especial devido a violações da liberdade religiosa.
“A classificação arbitrária de cristãos protestantes nascidos no exterior como ameaças à segurança nacional por parte da Turquia visa intimidar a comunidade cristã e impedi-la de se reunir para o culto. Todos, independentemente do status de residência, têm o direito à liberdade de religião ou crença, conforme o direito internacional”, declarou a presidente da USCIRF, Vicky Hartzle.
“O governo dos EUA deve manter o ímpeto alcançado pelo presidente Trump em seu encontro de setembro com o presidente Erdoğan e pressionar por melhorias tangíveis no histórico de liberdade religiosa da Turquia, incluindo o fim de suas táticas repressivas contra os cristãos.”
Muitos dos cristãos impedidos de retornar à Turquia são representados pela ADF Internacional, que afirma que alguns deles viveram no país por décadas antes de terem a reentrada negada.
“Esperamos que o governo dos EUA e a comunidade internacional continuem a defender esse direito fundamental e a exigir que a Turquia ponha fim às expulsões seletivas de missionários cristãos”, disse Kelsey Zorzi, diretora de Advocacia da ADF International.
“Praticar pacificamente a fé cristã não é motivo para ser rotulado como uma ameaça à segurança e expulso do país onde essas pessoas construíram suas vidas legalmente.”