Uma igreja batizou centenas de pessoas em uma praia de Cuba, na semana passada.
Segundo o Diario Cristiano Internacional, a Igreja Metodista em Cuba (Iglesia Metodista en Cuba) celebrou o momento histórico no distrito de Guantánamo, no dia 11 de setembro.
Centenas de cristãos e família se reuniram na beira do mar para presenciar o batismo de cerca de 350 novos convertidos.
A cerimônia, conduzida pelo bispo Ricardo Pereira e pelo superintendente Roelvis Gaínza, contou com momentos de louvor, testemunhos, oração e pregação do Evangelho.
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O batismo de cerca de 350 pessoas foi considerado histórico. (Foto: Facebook/Iglesia Metodista En Cuba).
Os líderes da igreja destacaram o impacto transformador do Evangelho nos cubanos e suas famílias.
Para a comunidade evangélica local, cada batismo representava uma vitória espiritual e um sinal do crescimento da Igreja no país comunista.
Pessoas de todas as idades, incluindo crianças e casais, foram batizados no mar pelos obreiros, dando testemunho público de sua fé em Cristo. “Toda vida que desce às águas está deixando para trás a antiga vida", declararam os ministros.
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O batismo de cerca de 350 pessoas foi considerado histórico. (Foto: Facebook/Iglesia Metodista En Cuba).
Perseguição em Cuba
Segundo o Banco de Dados Cristão Mundial, cerca de 85% dos cubanos se identificam como cristãos. A maioria é católica e cerca de 11% são evangélicos.
No país, os cristãos enfrentam detenções arbitrárias, ameaças e assédio. Participar de cultos é permitido, mas novas igrejas não podem ser abertas.
Diante da repressão, milhares de seguidores de Jesus têm encontrado abrigo espiritual nas chamadas igrejas domésticas.
Mesmo sob vigilância constante, essas pequenas comunidades continuam a se multiplicar e se tornam fundamentais para manter viva a fé na ilha.
As igrejas domésticas são grupos cristãos que se reúnem para realizar cultos dentro das casas de pastores ou de membros da comunidade.
De acordo com dados da associação ASCE Cuba, há entre 20 mil e 30 mil dessas igrejas ativas no país. Elas funcionam sem placas, sem autorização oficial e, muitas vezes, enfrentam o constante risco de repressão governamental.
Cuba ocupa o 24° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.