Pela primeira vez, três países estão sediando a Copa do Mundo neste ano: Estados Unidos, Canadá e México.
Milhões de pessoas voltaram a atenção para esta região ao acompanhar os jogos e celebrar a diversidade cultural.
Porém, o que muitos não sabem é que em áreas remotas do México, a perseguição continua sendo parte do cotidiano de muitos cristãos, segundo a Missão Portas Abertas.
Apesar de ser considerado um país cristão, o México faz parte da Lista Mundial da Perseguição 2026, ocupando o 30º lugar. A Igreja mexicana enfrenta a corrupção e o crime organizado, além da intolerância secular.
Os cristãos são vistos como uma ameaça por se oporem à corrupção e ao uso de drogas. Quem fala sobre a esperança em Jesus abertamente, fica na mira do tráfico de drogas e da violência das gangues, que buscam remover qualquer obstáculo na busca pelo controle.
Os grupos criminosos e sua luta pelo controle territorial estão aumentando a cada dia no México. E, por isso, a liderança cristã tem sido cada vez mais ameaçada e se transformou no principal alvo deles.
Perseguidos por suas comunidades
Em comunidades indígenas, quem segue a Cristo é visto como uma pessoa fanática e aqueles que abandonam as crenças enfrentam rejeição e são punidos com multas, prisões ou deslocamento forçado.
“Nós, os cristãos, somos rejeitados porque não seguimos as tradições. Não vivemos do jeito que eles esperam que vivamos”, relatou Alissa, uma menina cristã de 10 anos, à Portas Abertas.
Apesar dos esforços do governo, nas comunidades indígenas, o casamento forçado ainda é uma tradição cultural. Mulheres cristãs são forçadas a se casar com homens indígenas não cristãos porque as autoridades tribais veem isso como uma forma de forçá-las a renunciar à fé cristã.
Vidas transformadas
![]()
O pastor Juan leva a esperança de Jesus através do futebol a jovens no México. (Foto: Portas Abertas).
Mesmo em meio a perseguição, Deus tem agido através de missionários e líderes locais. Como o pastor Juan Manuel Ruiz, que usa o futebol para levar o Evangelho a uma das regiões mais afetadas pelo cartel de drogas no país.
“Compartilhamos que Deus pode transformar vidas, que as pessoas não precisam mais de drogas ou de qualquer outra coisa. Apenas dele”, afirmou o líder, à Portas Abertas.
Há 13 anos, ele tem visto Deus transformar a vida de muitos jovens através de sua escola de futebol.
“Quando a polícia perguntou aos adolescentes o porquê da mudança, eles disseram: ‘O pastor está nos ensinando que podemos viver de forma diferente’”, contou o pastor Juan.
O líder contou que, certa vez, sofreu uma tentativa de assassinado por um grupo de jovens, que pretendia apedrejá-lo.
“Eles estavam a menos de um metro. Mas foi como se alguém afastasse as pedras de suas mãos. A ira do coração estava sendo substituída por algo novo. Ouvi o Senhor dizer a mim: ‘Assim como você precisa de mim, eles também precisam‘”, lembrou.