Missionário de 79 anos está desaparecido há sete meses no México

O desaparecimento de Benito Guevara Arcos ocorre em meio à violência do crime organizado no país, enquanto cristãos pedem orações e cobram respostas sobre seu paradeiro.

fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas

Atualizado: Sexta-feira, 6 Novembro de 2026 as 4:54

O missionário Benito Guevara Arcos. (Foto: Reprodução/Portas Abertas)
O missionário Benito Guevara Arcos. (Foto: Reprodução/Portas Abertas)

Um missionário de 79 anos está desaparecido há sete meses no México. Ele foi visto pela última vez em 31 de março, enquanto realizava atividades evangelísticas no estado de Guerrero. 

Parceiros da missão Portas Abertas informaram que homens armados teriam obrigado Benito Guevara Arcos a deixar a região. Desde então, a família não recebeu mais notícias sobre sua localização nem conseguiu contato com ele.

Diante da situação, cristãos e parceiros da missão pedem que o caso não seja esquecido e que as autoridades avancem nas buscas.

A Comissão Estadual de Busca de Pessoas Desaparecidas de Guerrero divulgou um comunicado registrando o desaparecimento do missionário. No entanto, até o momento, as investigações não trouxeram respostas sobre o paradeiro de Benito.

Crime organizado ameaça cristãos no México

Segundo a Portas Abertas, o desaparecimento do missionário não é um caso isolado no país. Entre janeiro e setembro de 2025, a equipe de pesquisa da missão registrou 73 casos de perseguição relacionados ao crime organizado no México. Quatro deles envolveram sequestros ou desaparecimentos.

Em várias regiões, grupos criminosos mantêm influência sobre as comunidades. Nesse ambiente, líderes cristãos podem se tornar alvos por ajudar pessoas que enfrentam violência, dependência química e vulnerabilidade social.

“O crime organizado frequentemente vê a presença cristã com desconfiança porque o Evangelho desafia dinâmicas de medo, violência e controle”, explicou uma representante da equipe da Portas Abertas no México. 

“Muitos líderes cristãos denunciam abusos e promovem valores que entram em conflito com os interesses desses grupos”, acrescentou.

Aumento de casos de desaparecimentos no país 

O caso de Benito ocorre em meio a uma crise de desaparecimentos no país. Segundo o Instituto Mexicano de Direitos Humanos, cerca de 135 mil pessoas estão desaparecidas atualmente no México.

A situação também preocupa organizações internacionais. O país reúne 38% das ações urgentes registradas pelo Comitê das Nações Unidas sobre Desaparecimentos Forçados, um percentual maior do que o registrado em países marcados por conflitos armados, como Iraque e Colômbia.

Entre os principais desafios para encontrar essas pessoas estão a impunidade, as dificuldades na estrutura de busca e os riscos enfrentados por familiares e defensores dos direitos humanos.

Sem notícias concretas sobre Benito, cristãos da região pedem que as autoridades avancem nas investigações e reforcem a proteção de pessoas que atuam em áreas afetadas pela violência e pelo crime organizado.

“Por trás das estatísticas, existe uma família aguardando respostas e uma comunidade cristã que continua orando por justiça, proteção e esperança, concluíram os parceiros da missão. 

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