Um pastor e seis líderes de uma igreja na China desapareceram após serem detidos em uma operação policial, recentemente.
De acordo com a China Aid, o pastor David Tang e os outros cristãos foram presos em 6 de agosto pela polícia de Xangai. As autoridades se recusaram a informar o motivo da prisão e o paradeiro dos líderes.
David Tang pastoreia a Purpose Driven Church (também conhecida como Igreja Biaogan) na cidade de Wenzhou. Um administrador financeiro da igreja e cinco trabalhadores ministeriais de Xangai estão entre os detidos. Todos os sete cristãos estão incomunicáveis.
A Purpose Driven Church é conhecida por reunir jovens profissionais e intelectuais em Wenzhou. A igreja foi fechada pelas autoridades, após recusar fazer o registro no governo e funcionar sob as regras do Partido Comunista Chinês (PCC). Mas a congregação continuou se reunindo de forma semi-clandestina.
“A detenção secreta do Pastor Tang e de outros crentes demonstra que o Partido Comunista Chinês está intensificando sua campanha contra o cristianismo independente por meio de intimidação, desaparecimentos forçados e o uso indevido da lei criminal", declarou Bob Fu, presidente da ChinaAid, uma organização que monitora a perseguição na China.
Bob explicou que o governo chinês têm usado novas formas de repressão contra os líderes cristãos no país.
"Pequim está cada vez mais substituindo acusações religiosas explícitas por crimes econômicos fabricados numa tentativa de ocultar a realidade da perseguição religiosa sistemática. A estratégia deles visa minar a credibilidade dos cristãos, ao mesmo tempo em que evitam críticas internacionais diretas sobre violações da liberdade religiosa”, afirmou.
Perseguição em Wenzhou
A cidade de Wenzhou é um centro comercial na costa sudeste da China chamado de "Jerusalém da China” por sua grande comunidade cristã. Se estima que os cristãos representam cerca de 10% da população.
O cristianismo chegou em Wenzhou através de missionários protestantes no final do século 19 e se tornou um centro de atividades cristãs. Porém, igrejas domésticas não registradas têm enfrentado cada vez mais restrições nos últimos anos.
Uma operação removeu cruzes de mais de 1.000 igrejas. As autoridades proibiram funcionários públicos, crianças e adolescentes de entrarem em igrejas.
Escolas dominicais e acampamentos para jovens também foram proibidos. Estudantes universitários passaram a ser impedidos de participar de encontros religiosos dentro ou fora do campus.
Além disso, as autoridades instalaram câmeras de vigilância nas igrejas, exigiram que bandeiras do país fossem exibidas e enviaram autoridades para monitorar sermões.
Servidores públicos cristãos da cidade podem enfrentar medidas disciplinares, demissão ou perda de oportunidades de promoção apenas por seguirem Jesus.
A China ocupa o 17° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.