Extremistas Fulani emboscaram e assassinaram um pastor, sua filha e o genro enquanto o casal viajava com a filha bebê, de apenas três meses, que também foi atacada e ficou ferida, no estado de Plateau, na Nigéria.
A família pastoral foi brutalmente assassinada no dia 16 janeiro, na rodovia Jos–Barkin Ladi, quando a família seguia para missão em uma vila no condado de Barkin Ladi. Segundo a Sociedade Missionária Evangélica (EMS) da Igreja Evangélica Vencedora de Todas as Nações (ECWA), os cristãos foram surpreendidos e atacados antes de chegarem ao destino.
As vítimas foram identificadas como o reverendo Bulus Madaki, que também atuava como paramédico, sua filha e o genro. A neta do pastor, uma bebê de três meses, sofreu um grave ferimento na cabeça causado por facão. Apesar de ser dada como morta, ela sobreviveu.
“Na Nigéria, o Evangelho é frequentemente pregado a custo de sangue e lágrimas, o sangue e as lágrimas de missionários que escolhem seguir a Cristo, não importa o preço”, declararam os líderes da EMS.
“Eles estavam a caminho de sua nova missão. Nunca chegaram ao destino. Sua neta, uma bebê de 3 meses, sobreviveu ao ataque com um grave traumatismo craniano. Ela agora vive como órfã, tendo perdido o pai, a mãe e o avô em um único e violento momento”, acrescentaram.
‘Nada nos separará do amor de Cristo’
Apesar da violência, membros da ECWA afirmaram que a perseguição não irá interromper o trabalho missiomário no país:
“As missões na Nigéria estão crescendo, mas o perigo que as acompanha é real, brutal e persistente. Apesar deste ataque, ele é uma prova concreta de que estamos vencendo e que almas estão sendo ganhas para Cristo em meio a um período turbulento”.
Segundo eles, a perseguição aos cristãos continuará servindo como catalisador para a propagação do Evangelho.
“Oramos para que possamos fazer mais, a perseguição nunca terminará e, portanto, a evangelização também nunca terminará”, disse Cletus Ali, membro da ECWA ao Morning Star News.
Em seguida, declarou: “Oramos pelos terroristas e acreditamos que um dia receberão a salvação e se tornarão parte de nós”.
Ayoola Abejide, outro membro da ECWA, pediu a Deus que lhe desse graça para continuar pregando o Evangelho apesar da perseguição:
“Que Deus intervenha e traga justiça sobre os inimigos do Evangelho e nos dê descanso. Nenhum recuo, nenhuma rendição. Nada nos separará do amor de Cristo. Que Deus console a igreja e toda a família”.
Já, Lydia Mark, concluiu encorajando a Igreja perseguida que “Deus fala em todas as situações”:
“Ele está falando neste exato momento sobre esta situação atual. Que Deus nos conceda a graça necessária para crer, mesmo quando não o ouvimos claramente enquanto fala em nome de Jesus. Pedimos consolo divino”.
A Nigéria ficou em 7º lugar na Lista Mundial de Vigilância 2026 da Portas Abertas, que avalia a perseguição enfrentada por cristãos em todo o mundo.