Presa a correntes, viúva suportou cativeiro através do louvor: “Deus me consolou”

Sabina David viu seu esposo e dois filhos serem mortos por terroristas na Nigéria. Ela enfrentou fome, agressões constantes e humilhação no cativeiro.

fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas Brasil

Atualizado: Quarta-feira, 29 Julho de 2026 as 4:59

Sabina David. (Fonte: Portas Abertas Brasil).
Sabina David. (Fonte: Portas Abertas Brasil).

Em todos os meses do primeiro semestre de 2026, cristãos na Nigéria enfrentaram ataques, sequestros e assassinatos, segundo a Portas Abertas.

Sabina David foi uma das vítimas da perseguição extrema promovida por grupos armados, incluindo terroristas islâmicos.

Em 10 de abril deste ano, a cristã teve a vida transformada de forma repentina após homens armados invadirem sua casa enquanto todos estavam dormindo e sequestrarem toda a família.

Os criminosos levaram 12 pessoas raptadas ao todo. Em cativeiro, Sabina passou por uma das experiências mais traumáticas que alguém pode enfrentar.

A mulher e seus familiares foram submetidos a fome, humilhação e agressões constantes. Um dia após o ataque, a cristã foi agredida de forma severa e desmaiou.

Ao acordar, percebeu que ela e o esposo estavam acorrentados. “Acordei e vi meu marido preso em correntes no chão. Estávamos presos como escravos”, contou Sabina, à Missão Portas Abertas.

Terror no cativeiro

Algumas horas depois, seu esposo morreu diante dela devido a feridas. Conforme Sabina, o corpo do marido foi lançado pelos raptores em um rio “como se fosse um cachorro”.

Ainda lamentando a perda do esposo, os terroristas forçaram a cristã a dançar para eles enquanto lhe batiam.

Os momentos de terror continuaram no cativeiro. A mulher também testemunhou o assassinato de dois de seus seis filhos. “Eles mataram meus filhos no mesmo lugar em que enterraram meu esposo”, afirmou. 

“Enfrentei muitas situações terríveis enquanto estive sob o domínio dos sequestradores. Eu ficava presa com correntes como uma escrava, sem comida ou água”, revelou.

Para suportar o sofrimento no cativeiro, Sabina lembrou de um hino que diz: “Ó Cristo, aqui estou, venho ao Senhor perdida. Não há ninguém para me salvar. Não há outro ajudador, senão o Senhor”.

“Essas palavras fortalecem a minha fé e acalmam a minha mente. E eu devolvo toda a glória a Deus Todo-poderoso”, testemunhou a viúva.

“Deus me deu forças”

Sabina afirmou que ela e a família foram atacados por causa de sua fé. Seu marido era pastor de uma igreja local e o casal era muito ativo no ministério.

“Porque professamos a fé em Jesus. Essa é a razão por que enfrentamos tantos desafios”, assegurou.

Mais tarde, ela e outra mulher conseguiram escapar do cativeiro. Hoje, Sabina luta para sobreviver com seus quatro filhos.

“Eu achava que a morte era o meu destino, por causa de tudo que aconteceu. Mas Deus penetrou meu coração. Ele me consolou e me fortaleceu. Ele me deu forças para contar minha história a vocês”, testemunhou ela.

E pediu: “Quero que meus irmãos e irmãs em Cristo saibam que não temos paz e precisamos de suas orações”.

Perseguição na Nigéria

Milhares de cristãos na Nigéria estão vivendo em condições extremas após serem forçados a fugir de casa devido a onda de perseguição.

Nos últimos anos, a perseguição contra os seguidores de Cristo se intensificou, principalmente no Noroeste do país, como os estados de Kaduna e Katsina.

Grupos armados, incluindo extremistas islâmicos, têm realizado ataques a comunidades cristãs, matando, sequestrando e destruindo propriedades.

Segundo a Missão Portas Abertas, centenas de cristãos foram sequestrados em ataques recentes e outros foram assassinados durante cultos e reuniões comunitárias.

Em meio a violência extrema, milhares de famílias precisaram deixar suas casas, terras e meios de subsistência para sobreviver.

Parceiros da Portas Abertas identificaram pelo menos 5.400 famílias cristãs deslocadas que necessitam de ajuda urgente.

Sem poder trabalhar em suas terras agrícolas, as famílias não conseguem produzir alimento e estão enfrentando fome e pobreza. Os cristãos dependem de ajuda externa para ter alimentação, abrigo e cuidados básicos.

Como ajudar 

A Portas Abertas informou que há três formas de ajudar as famílias perseguidas: intercedendo por elas, doando qualquer valor para o envio de ajuda emergencial ou assinando a petição Desperta África pelo fim da violência. Doações em dinheiro podem ser feitas através do site da missão.

A Nigéria ocupa o 7° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas de lugares mais difíceis para ser cristão.

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