Quase 2.000 cristãos foram mortos em episódios de violência motivada pela fé em todo o mundo nos dois anos anteriores a outubro de 2025, segundo um novo relatório de uma entidade norte-americana que monitora perseguições religiosas.
A “Lista Vermelha” da Global Christian Relief de 2026 foi elaborada com base em dados de um Banco de Incidentes Violentos, que monitora mais de uma dúzia de categorias de violência religiosa em todo o mundo.
Entre 1º de novembro de 2023 e 31 de outubro de 2025, foram registrados pelo menos 1.972 assassinatos verificados de cristãos relacionados à violência religiosa.
A Nigéria lidera como o país mais perigoso para cristãos. Em segundo lugar está a República Democrática do Congo (RDC), com 447 mortes, seguida pela Etiópia, com 177.
Completam o “top cinco” a Rússia, com 167 cristãos assassinados, e Moçambique, onde 94 fiéis foram mortos por causa da fé.
Top 5 – Mortes
Total 1.972
1. Nigéria
2. RDC (República Democrática do Congo)
3. Etiópia
4. Rússia
5. Moçambique
A Lista apontou que, embora os motivos dos assassinatos variem conforme o contexto, eles compartilham fatores comuns: proteção estatal fraca ou desigual, presença de grupos ligados ao Estado Islâmico que atacam deliberadamente civis e uma persistente falta de responsabilização dos autores.
Top 5 – Ataques a Edifícios
Total 14.367
1. Ruanda
2. Moçambique
3. Myanmar
4. Nicarágua
5. Ucrânia
Milhares de casos de prisões também estão registrados na Lista Vermelha:
Top 5 – Prisões
Total 2.183
1. China
2. Rússia
3. Irã
4. Vietnã
5. Nicarágua
A violência também obriga o deslocamento forçado dos cristãos, que precisam abandonar seus lares e regiões onde vivem.
Top 5 – Deslocamentos Forçados
Total 21.101
1. Moçambique
2. Myanmar
3. Nigéria
4. Índia
5. México
Crimes como sequestros e agressões também são registrados contra os seguidores de Jesus.
Top 5 – Sequestros e Agressões
Total 3.018
1. México
2. Nigéria
3. Índia
4. Etiópia
5. Myanmar
Apesar dessas estatísticas preocupantes, Brian Orme, presidente e CEO da Global Christian Relief, afirmou que ainda existem razões para ter esperança.
“Repetidas vezes, a Igreja sob pressão demonstra uma resiliência que não pode ser explicada apenas pelas circunstâncias”, disse ele. “A fé continua nos lares, em pequenos encontros, em orações sussurradas e no perdão oferecido onde não se deveria esperar.”
“Lembre-se disso acima de tudo: esses crentes não são ‘eles’. Eles somos nós. Compartilhamos uma só fé, uma só esperança e uma só vocação. Testemunhar o sofrimento deles não é um fardo imposto à Igreja – é parte da nossa vida em comum.”