Tribos não alcançadas aceitam Jesus após missão na Etiópia: “Agora somos todos crentes”

A CfaN tem avançado em áreas remotas da Etiópia, levando o Evangelho a tribos não alcançadas, treinando moradores locais e plantando igrejas.

fonte: Guiame, com informações de CfaN

Atualizado: Segunda-feira, 23 Março de 2026 as 1:16

Tribos foram alcançadas após a pregação do Evangelho. (Foto: Reprodução/CfaN)
Tribos foram alcançadas após a pregação do Evangelho. (Foto: Reprodução/CfaN)

Com o avanço missionário do ministério Christ for All Nations (CfaN), comunidades não alcançadas na Etiópia têm sido impactadas pelo Evangelho, e muitos têm encontrado Jesus.

O trabalho evangelístico da CfaN tem se expandido para além das grandes cruzadas urbanas, alcançando comunidades rurais sem acesso à infraestrutura básica. Segundo o ministério, 55% da população africana não vive em áreas urbanas, por isso as estratégias de eventos em massa não são suficientes para atingir toda a população.

Com foco nessas comunidades, Kaisa Fischer, que já trabalhava como evangelista na Alemanha há vários anos, foi direcionada por Deus para evangelizar na Etiópia, onde 13 das 16 tribos locais são consideradas não alcançadas. 

Ao lado da missionária Marita Orevi Tornes, ela foi enviada ao Vale do Omo, no sul do país. Nos últimos quatro anos, Kaisa e Marita têm se dedicado especialmente às tribos Hamer, Desenech e Mursi.

Em 2025, o trabalho avançou com o treinamento de moradores de 13 tribos em evangelismo, discipulado e plantação de igrejas. Segundo o ministério, muitos dos participantes continuaram a evangelizar suas tribos após a saída dos missionários.


A evangelista Kaisa e a missionária Marita foram as responsáveis pelo avanço do Evangelho na região. (Foto: Reprodução/CfaN)

“Quando os missionários retornaram, os testemunhos foram extraordinários. Deus não para de agir porque os estrangeiros partiram — a chama agora arde nos corações dos moradores locais, e eles continuam. Igrejas foram plantadas em quase todas as aldeias alcançadas até agora, mas muitas vezes há forte resistência ao Evangelho no início”, informou a CfaN. 

Frutos do Evangelho

Em 2024, as missionárias visitaram uma aldeia com apenas três cristãos locais: “As pessoas zombaram de nós, riram e rejeitaram nossa mensagem. Saímos de lá com a sensação de que tinha sido inútil”, contou Kaisa.

Ao retornarem após um ano, elas relataram que, por meio de um jovem chamado Alex*, que se sentiu chamado por Deus para evangelizar sua aldeia e comunidades vizinhas, pessoas se renderam a Jesus, e a maior parte de sua família se converteu.

No entanto, líderes da aldeia passaram a perseguir os cristãos, ameaçando, destruindo o local de culto e amaldiçoando-os.

“A perseguição se tornou tão severa que o jovem teve que fugir. Certa noite, os perseguidores vieram buscá-lo. Como não o encontraram, prenderam outros fiéis e os espancaram brutalmente até sangrarem. Alguém conseguiu ligar para Alex, que correu de volta, apenas para ser amarrado e espancado quase até a morte. Ele sobreviveu e, surpreendentemente, voltou a pregar”, relatou Kaisa.


Muitos enfrentaram a perseguição de líderes religiosos locais. (Foto: Reprodução/CfaN)

Mais tarde, enquanto os anciãos continuavam amaldiçoando os novos convertidos, algo inesperado começou a acontecer na região:

“De repente, ambos caíram mortos no mesmo instante. Alex acabou sendo forçado a partir para sua própria segurança. Então, algo estranho começou a acontecer: seus perseguidores começaram a morrer. Um morreu picado por uma cobra, outro vomitando sangue, outro por suicídio. Um simplesmente enlouqueceu e desapareceu”. 

Tempos depois, o irmão de Alex adoeceu e, nesse período, os líderes da aldeia começaram a abrir o coração para o Senhor.

“Eles disseram: ‘Vejam, esse Jesus que eles pregam deve ser o verdadeiro Deus. Precisamos pedir àqueles crentes, àqueles jovens, que voltem e orem por nós. Precisamos pedir perdão a eles’”, .

Então, os cristãos retornaram e oraram pelo irmão de Alex, que estava urinando sangue e à beira da morte, e ele foi completamente curado. 

“Hoje, aquele irmão que antes estava à beira da morte é o pastor da igreja da aldeia. Pelo menos cinco dos antigos perseguidores agora são salvos. Toda a aldeia confessou Jesus como Senhor. O que era um pequeno grupo ridicularizado agora é uma igreja com cerca de 50 membros, e mais pessoas se convertem a cada dia”, testemunhou Kaisa.


Os estudos bíblicos com os aldeões. (Foto: Reprodução/CfaN)

‘Agora somos todos crentes’

Em outra aldeia, as missionárias relataram os frutos do Evangelho em uma comunidade que enfrentava uma longa seca.

“Mais uma vez, as pessoas não quiseram nossa mensagem. Fomos de cabana em cabana, cumprimentando e orando onde era permitido, e encontramos um menino de 16 anos deitado no chão, mudo e paralisado”, contou Kaisa.

Segundo ela, a mãe do adolescente explicou que ele tinha participado de um ritual demoníaco: “O menino só tinha ido assistir, mas no caminho de volta para casa, enlouqueceu, ficou mudo e manco”. 

Por um mês, ele permaneceu nesse estado: “Oramos por ele e, de repente, ele conseguiu falar e se levantou completamente curado”.

Mesmo após esse milagre, a aldeia não se rendeu a Cristo, pois muitos questionavam Deus por causa da seca na região.

“Ainda assim, os abençoamos, oramos pela chuva e fomos embora”, disse Kaisa. Meses depois, um pastor local voltou à região e testemunhou que Deus havia respondido às orações:

“O lugar estava transformado em um verde exuberante, não havia mais deserto. Uma igreja havia sido construída. As pessoas o receberam dizendo: ‘Agora somos todos crentes. Depois que você foi embora, a chuva chegou no dia seguinte. E não parou de chover desde então’”.


Igrejas também foram plantadas e líderes treinados para continuar o trabalho evangelístico local. (Foto: Reprodução/CfaN)

Em 2025, Kaisa e Marita retornaram e foram surpreendidas pela transformação de Deus na comunidade.  

“Vi com meus próprios olhos. Encontramos duas mulheres que se converteram. Seus maridos as haviam espancado e abandonado por seguirem Jesus, mas elas viviam cheias de alegria e disseram: ‘Temos Jesus. Nossas vidas estão muito melhores. Perdemos muito, mas ganhamos muito mais. Não nos arrependemos’”.

A CfaN é conhecida por suas grandes campanhas evangelísticas na África. Ao longo de mais de 50 anos, a missão já alcançou mais de 100 milhões de pessoas para Jesus no continente. Desde sua fundação, em 1974, as ações se expandiram para mais de 90 países, por meio de cruzadas e iniciativas de evangelismo digital.

*Nome alterado para sua proteção

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