Número de abortos atinge recorde na Escócia; mais de 18 mil bebês foram mortos em 2025

A quantidade de interrupções de gravidez continua crescendo a cada ano no país, onde o aborto é permitido até o 6° mês por qualquer motivo.

fonte: Guiame, com informações de Christian Today

Atualizado: Quinta-feira, 28 Maio de 2026 as 4:48

Imagem ilustrativa. (Foto: Unsplash/Elen Sher).
Imagem ilustrativa. (Foto: Unsplash/Elen Sher).

A Escócia registrou mais um recorde histórico no número de abortos em 2025. Segundo dados divulgados recentemente pela Public Health Scotland, 18.783 abortos foram realizados no ano passado.

O número representa um aumento de 55% em relação ao ano de 2016, quando 12.135 gestações foram interrompidas.

Em 2025, a taxa de aborto entre mulheres de 15 a 44 anos foi de 17,6 por 1.000, maior que a taxa de 2016 que foi de 11,9.

Um dos fatores que contribuíram para o recorde no número de abortos na Escócia foi o aumento da prática do aborto domiciliar, onde mulheres podem adquirir pílulas abortivas sem precisar passar por uma consulta presencial.

Leis de aborto mais extremas do mundo

Medidas pró-aborto avançaram no país nos últimos anos. Através de revisão da lei do aborto, o ex-primeiro-ministro Humza Yousaf, recomendou que o aborto fosse permitido por qualquer motivo até as 24 semanas.

A organização pró-vida Right to Life UK criticou a ação e alertou que se a recomendação fosse implementada, a Escócia teria "uma das leis de aborto mais extremas do mundo".

A Right to Life UK ainda destacou que as leis de “zona de acesso seguro” do aborto na Escócia são mais extremas do que na Inglaterra.

Em setembro de 2024, a Escócia implementou a Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro), determinando “zonas de proteção” obrigatórias de 200 metros ao redor das clínicas de aborto – a maior distância mínima já adotada globalmente para esse tipo de área.

Essas zonas proíbem qualquer tipo de protesto ou interação com mulheres que buscam serviços de aborto, incluindo orações silenciosas, exibição de cartazes e conversas audíveis, mesmo em residências particulares ou nas proximidades de igrejas dentro dos limites estabelecidos.

Indivíduos condenados por violação podem receber uma multa de até £ 10.000 (cerca de R$ 76.300) por infrações sumárias ou enfrentar uma penalidade financeira ilimitada após a acusação.

A legislação autoriza o governo escocês a expandir ainda mais as zonas de proteção, conforme sua decisão.

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