Cristãos enfrentam temperaturas abaixo de zero e continuam cultuando em igrejas na Ucrânia

Em meio ao frio extremo e à guerra, cristãos seguem adorando a Deus e servindo uns aos outros na Ucrânia.

fonte: Guiame, com informações de International Christian Response

Atualizado: Terça-feira, 19 Maio de 2026 as 4:56

Mesmo em meio ao frio extremo e à guerra, a Igreja continua firme na Ucrânia. (Imagem ilustrativa gerada por IA)
Mesmo em meio ao frio extremo e à guerra, a Igreja continua firme na Ucrânia. (Imagem ilustrativa gerada por IA)

Em meio à guerra e ao frio extremo, cristãos na Ucrânia continuam firmes na fé e declarando esperança conforme adoram a Jesus em meio às dificuldades. 

Após sucessivos ataques à infraestrutura energética do país, milhões de pessoas enfrentaram um inverno marcado por apagões, falta de aquecimento e temperaturas que chegam a -20°C.

Em cidades como Kiev, bairros inteiros ficaram sem energia elétrica. Sistemas de aquecimento deixaram de funcionar. Além disso, o abastecimento de água foi interrompido.

Segundo a organização cristã International Christian Response (ICR), para muitas famílias, a rotina se transformou em uma luta diária pela sobrevivência. 

Quando a eletricidade retornava por poucos minutos, era preciso fazer escolhas difíceis: aquecer a casa, preparar comida ou carregar o celular para avisar parentes de que ainda estavam vivos.

“Em meio ao cansaço, ao medo e à incerteza, uma coisa ficou clara: a Igreja permanecia de pé”, afirmou a organização.

Em uma cidade ucraniana, uma igreja sofreu danos após o congelamento extremo romper canos de água. Sem energia, o sistema de aquecimento parou de funcionar, e o frio tomou conta do prédio.

Contudo, poucos dias depois, a congregação voltou a se reunir: “Vestidos com casacos de inverno e com a respiração visível no ar, eles permaneceram juntos e cantaram: ‘Jesus nos salvou, nossas vidas continuam por Jesus’. Eles não cantavam porque a vida era fácil, mas em meio às dificuldades, estão com os olhos fixos em Deus”.

Tempos depois, a igreja recebeu um gerador e aquecedores, permitindo que o espaço voltasse a servir como abrigo e apoio para a comunidade.

‘Igreja continuou a brilhar’

Egor* morava perto de Kiev com a esposa e o filho pequeno. Quando as sirenes de ataque aéreo tocaram, ele e a família se refugiaram em um abrigo subterrâneo, levando apenas luzes e suprimentos. 

Com o tempo, Egor encontrou uma forma de servir outras pessoas. Sua casa se tornou um lugar de oração e comunhão e, por meio da igreja local, ele passou a distribuir assistência humanitária aos necessitados.

“Com a ajuda de um gerador, sua família tinha luz e aquecimento, e por causa disso, ele pôde continuar ajudando os outros. Em tempos como esses, algo simples como eletricidade se tornou uma tábua de salvação”, relatou a organização.

Em várias regiões da Ucrânia, igrejas passaram a funcionar não apenas como locais de culto, mas também como espaços onde as pessoas podiam se aquecer, carregar seus celulares e encontrar conforto.

Algumas congregações também promoveram programas infantis e aulas de música, para apoiar as famílias em meio à guerra.

“Mesmo nas condições mais difíceis, a Igreja continuou a brilhar”, concluiu.

*Nomes alterados por motivo de segurança.

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