Criador do quadrinho “Dilbert” aceitou Jesus antes de morrer após luta contra o câncer

O cartunista Scott Adams morreu na última terça-feira (13), após enfrentar uma batalha contra o câncer de próstata.

fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

Atualizado: Quarta-feira, 14 Janeiro de 2026 as 4:09

Scott Adams. (Foto: Reprodução/A Arte do Encanto/Wikimedia Commons)
Scott Adams. (Foto: Reprodução/A Arte do Encanto/Wikimedia Commons)

O cartunista e comentarista político Scott Adams, criador do quadrinho Dilbert, afirmou ter aceitado Jesus Cristo nos seus últimos dias de vida. Ele morreu na última terça-feira (13), aos 68 anos, após enfrentar um câncer de próstata em estágio avançado.

A notícia foi confirmada por sua ex-esposa, Shelly Miles Adams, durante uma transmissão ao vivo, na qual leu uma declaração escrita por Adams no dia 1 de janeiro. No texto, ele afirmou estar lúcido e consciente ao relatar sua conversão ao cristianismo.

"Aceito Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador e desejo passar a eternidade com Ele. A questão de não ser crente será rapidamente resolvida se eu acordar no Céu. Não precisarei de mais convencimento do que isso. E espero ainda ser elegível para entrar", escreveu ele.

Em sua declaração final, Adams também expressou gratidão por sua trajetória: “Tive uma vida incrível. Dei tudo de mim”. Ele encorajou seus leitores a "serem úteis e, por favor, saibam que amei todos vocês até o fim".

Carreira 

Nascido em 8 de junho de 1957, em Windham, Nova York, Adams ficou mundialmente conhecido ao lançar “Dilbert” em 1989, uma tira em quadrinhos que satirizava o ambiente corporativo. A obra chegou a ser publicada em mais de 2.000 jornais ao redor do mundo. Em 1995, ele passou a se dedicar integralmente à carreira de cartunista.

Além dos quadrinhos, Adams escreveu livros e, a partir de 2018, ganhou ainda mais projeção com o podcast ‘Coffee with Scott Adams’, no qual passou a comentar política sob uma perspectiva conservadora.

Em 2023, diversos jornais deixaram de publicar “Dilbert” após Adams ser acusado de fazer comentários racistas sobre uma pesquisa da Rasmussen relacionada a questões raciais, o que gerou forte reação pública.

Ele também passou a criticar o papel da China na crise do fentanil nos Estados Unidos, depois da morte de seu enteado, Justin Miles, por overdose de fentanil aos 18 anos.

Homenagens

Poucos dias antes de morrer, Adams voltou a falar sobre sua decisão de se converter ao cristianismo em seu podcast, citando o argumento filosófico conhecido como “Aposta de Pascal”:

"Eu acredito que a teoria cristã dominante é que eu acordaria no Céu se tivesse uma vida boa. Agora estou convencido de que a relação risco-recompensa é totalmente inteligente. Se no final não houver nada a ganhar, não perdi nada, mas respeitei seus desejos, e gosto de fazer isso. Se houver algo ali, e o modelo cristão for o mais próximo disso, eu ganho", disse Adams na época.

Em maio de 2025, Adams anunciou que estava com câncer de próstata metastático e relatou que atravessou um momento de desespero, no qual pensou em tirar a própria vida, antes de iniciar um tratamento que lhe deu mais qualidade de vida.

Após a confirmação de sua morte, o ex-presidente Donald Trump publicou uma homenagem, chamando Adams de “um grande influenciador” e destacando sua coragem na luta contra a doença. 

"Infelizmente, o grande influenciador Scott Adams faleceu. Ele era um cara fantástico, que gostava de mim e me respeitava quando isso não era comum. Ele lutou bravamente uma longa batalha contra uma doença terrível. Meus sentimentos à sua família e a todos os seus muitos amigos e ouvintes. Ele fará muita falta. Que Deus o abençoe, Scott!", disse Trump em uma publicação no TruthSocial.

O vice-presidente JD Vance também prestou uma homenagem a Adams: "Scott Adams era um verdadeiro americano original e um grande aliado do Presidente dos Estados Unidos e de toda a administração. Minhas orações estão com Scott e com todos vocês que o amavam. Perdemos um dos bons, mas nunca o esqueceremos".

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