Uma igreja da Assembleia de Deus foi invadida por quatro pessoas durante um ensaio de louvor com crianças e adolescentes, no último domingo (18), em Itu, no interior de São Paulo.
O caso ocorreu por volta das 17h30, no bairro Cidade Nova. Segundo o boletim de ocorrência, dois homens e duas mulheres invadiram o templo e iniciaram uma discussão com o pastor, de 33 anos.
Durante a confusão, os invasores fizeram ameaças, derrubaram cadeiras e agrediram o líder religioso, que foi atingido no rosto e na cabeça por uma cadeira.
Devido aos ferimentos, o pastor precisou receber atendimento médico.
Um vídeo mostra um dos envolvidos ameaçando matar o pastor durante o tumulto.
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O líder de jovens relatou que estavam organizando o espaço para o culto previsto para as 19h, quando uma discussão começou no local. Ele afirmou que três pessoas se machucaram.
Os quatro suspeitos deixaram o local antes da chegada da Polícia Militar.
“Vai morrer hoje”
Durante o tumulto, um dos invasores gritava e demonstrava estar bastante alterado.
Enquanto isso, mulheres que estavam na igreja levantaram os braços e começaram a orar, declarando: “Está repreendido em nome de Jesus”.
Outros membros da congregação pediam que os agressores interrompessem a violência. Em meio à confusão, antes de deixar o templo, um dos homens ameaçou o pastor de morte, gritando: “Vou te matar hoje”. Em seguida, repetiu a ameaça: “Vai morrer hoje”.
Pastor teme pela segurança dos fiéis
Após o episódio, o pastor manifestou preocupação com a segurança dos membros da congregação, especialmente das crianças e dos idosos que frequentam a igreja.
O pastor afirmou desconhecer a motivação da invasão e não soube explicar o que teria provocado a ação do grupo.
A violência ocorreu enquanto crianças e adolescentes participavam de uma atividade de louvor no templo.
Polícia investiga o caso
A ocorrência foi registrada na Polícia Civil, responsável pela apuração das circunstâncias do ataque.
Até a publicação das reportagens consultadas, não havia confirmação de prisões ou informações sobre a identificação formal dos envolvidos.
A motivação da invasão também permanecia desconhecida. Não há, até o momento, elementos suficientes para afirmar que a agressão tenha sido motivada por intolerância religiosa.