O número de membros da Igreja Evangélica da Alemanha, a principal denominação protestante no país, continua diminuindo.
Segundo um relatório divulgado pela igreja na segunda-feira (16), mais de 350 mil pessoas deixaram de congregar na Evangelische Kirche Deutschland (Igreja Evangélica da Alemanha, EKD) em 2025.
Devido às desfiliações e falecimentos (330 mil), o número total de membros teve uma queda de cerca de 3%. Hoje, a EKD possui 17,4 milhões de fiéis, espalhados em 20 igrejas regionais.
Em relação à quantidade de novos membros que entraram na Igreja Evangélica, houve cerca de 16 mil filiações e 105 mil batismos no ano passado.
“Cerca de um em cada dez batismos protestantes envolvia pessoas com mais de 14 anos. O menor número de batismos não compensou a perda", afirmou o relatório.
O número de membros que abandonaram a EKD foi maior que o número de novos membros que chegaram à igreja.
Ações sociais
O relatório ainda informou sobre as ações sociais e evangelística da denominação. A igreja mantém creches, escolas e centros de aconselhamento para a comunidade.
“Nossas igrejas estão comprometidas em todo o país em ajudar pessoas em diversas situações de vida, apoiam doentes e aqueles que precisam de cuidados, e auxiliam pessoas em emergências sociais”, explicou.
A EKD também oferece programas de discipulado presenciais e online tanto para cristãos e não cristãos que querem conhecer a fé protestante.
"Os cursos de fé têm uma longa tradição, especialmente no leste da Alemanha, e agora estão atraindo interesse crescente em outras regiões da Alemanha também", declarou.
Igreja Católica
Já a Igreja Católica da Alemanha possui mais membros que a Igreja Evangélica, com 19,2 milhões de fiéis. Mas, também apresentou uma queda de 2,6% no número de membros.
Cerca de 307 mil pessoas deixaram a Igreja Católica em 2025, conforme a Conferência Episcopal Católica Alemã.
Igrejas transformadas em baladas
As igrejas católicas e protestantes na Alemanha têm enfrentado a perda de fiéis há anos. Cada vez mais vazias, os templos passam a ser usados para atividades seculares, segundo o jornal Deutsche Welle.
Além disso, muitas igrejas são centenárias e históricas, por isso, o custo de manutenção é caro e as denominações acabam colocando os templos à venda.
Os prédios são transformados pelos novos donos em espaços culturais, cafés, restaurantes, centros esportivos e até baladas.