Militar é ordenado a remover bandeira “Jesus é meu Rei” de sua casa nos EUA

O Sargento da Força Aérea Robert Durrant foi acusado de violar a política da habitação militar onde mora por exibir uma bandeira religiosa.

fonte: Guiame, com informações de CBN News

Atualizado: Sexta-feira, 9 Janeiro de 2026 as 4:57

O sargento Robert Durrant. (Foto: First Liberty Institute).
O sargento Robert Durrant. (Foto: First Liberty Institute).

Um militar da Força Aérea dos Estados Unidos está lutando para ter o direito de expressar sua fé cristã com uma bandeira no quintal de sua casa.

O Sargento Técnico Robert Durrant foi ordenado a retirar a bandeira com a frase "Jesus é meu rei, Trump é meu presidente", pendurada na frente de sua residência em uma base militar.

O First Liberty Institute, um grupo jurídico que defende a liberdade religiosa, divulgou uma carta defendendo o direito de Robert expressar sua fé.

Segundo o documento, o sargento e sua família se mudaram para a casa na Base Aérea de Malmstrom em 2023.

Após a mudança, Robert percebeu que seus vizinhos tinham bandeiras de vários tipos na parte externa das casas, incluindo bandeiras de times esportivos, de estados americanos, de apoio às forças de segurança, bandeiras de outros países e bandeiras LGBT.

Então, o militar cristão pendurou uma “bandeira híbrida EUA-Israel". Robert não recebeu nenhuma reclamação por causa dessa primeira bandeira.

No ano passado, ele resolveu substituí-la por outra bandeira com a frase “Jesus é meu Rei, Trump é meu Presidente”.

Em setembro de 2025, Robert recebeu uma ligação de um funcionário da Balfour Beatty – o grupo que administra a habitação na base militar –, ordenando que ele removesse a bandeira. Segundo o funcionário, sua bandeira violava "todo tipo de política" do grupo. 

O sargento também recebeu um e-mail da administração habitacional, alegando que ele havia violado o contrato de locação e um segundo pedido para retirar a bandeira. No e-mail, a Balfour Beatty deu 48 horas para o cumprimento da ordem.

Risco de disciplina militar

Robert Durrant ainda foi ameaçado de passar por disciplina militar caso não retirasse a bandeira.

"O funcionário de Balfour também divulgou essa exigência ao comando militar do Sargento Durrant. Sua liderança militar posteriormente se reuniu com ele e ordenou que ele cumprisse a exigência ou sofresse disciplina militar. Em 15 de setembro, Durrant retirou sua bandeira ‘Jesus é meu Rei’ para não arriscar despejo ou disciplina militar", afirmou a First Liberty Institute.

Logo depois, Robert fez um pedido por e-mail ao Balfour, solicitando permissão para hastear sua bandeira por motivos religiosos.

Porém, uma funcionária civil do grupo afirmou que ele precisava fazer a solicitação ao seu comando militar, pois ele havia violado as diretrizes do Departamento de Defesa dos EUA.

“Como cristão, o Sargento Durrant sente-se compelido por suas crenças religiosas a exibir essa bandeira em reconhecimento ao dever de reconhecer publicamente o divino senhorio de Cristo, e como uma expressão de lealdade ao presidente”, explicou o Liberty Institute.

Violação da liberdade religiosa

Na carta, o militar declarou que a ordem violou seus direitos da Primeira Emenda, da Lei de Restauração da Liberdade Religiosa e da Lei de Habitação Justa, e pediu para ter o direito de exibir sua bandeira novamente.

"Permitir a exibição de bandeiras LGBT e outras por anos enquanto ordena a rápida remoção de uma bandeira religiosa é um viés anti-cristão flagrante contra o exercício religioso", declarou Chris Motz, conselheiro sênior do First Liberty Institute. 

"A Primeira Emenda protege o direito do Sargento Durant de expressar livremente sua fé, sem medo de repreensão ou represália, inclusive em uma base da Força Aérea”.

A First Liberty solicitou ao grupo habitacional que revogue a proibição. A organização informou que o Balfour Beatty tem até o dia 19 de janeiro para responder à carta ou poderá enfrentar uma ação judicial.

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