Pastor diz a ativistas que invadiram culto nos EUA: “Jesus é a única esperança do mundo”

Dezenas de manifestantes invadiram uma igreja durante o culto de domingo para protestar contrários ao Serviço de Imigração ICE.

fonte: Guiame, com informações da Fox News

Atualizado: Terça-feira, 20 Janeiro de 2026 as 12:25

O pastor Jonathan Parnell, da Igreja Cities, diz a manifestantes que a invasão ao local de culto é “uma vergonha”. (Captura de tela/Instagram/Fox News)
O pastor Jonathan Parnell, da Igreja Cities, diz a manifestantes que a invasão ao local de culto é “uma vergonha”. (Captura de tela/Instagram/Fox News)

O pastor Jonathan Parnell, da Igreja Cities, em St. Paul, Minnesota, que teve o culto de domingo interrompido por manifestantes contrários ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), classificou as ações do grupo como “vergonhosas”.

"Isso é inaceitável, é vergonhoso. É vergonhoso interromper uma reunião pública de cristãos em adoração", respondeu o pastor. "Eu preciso cuidar do meu rebanho."

O vídeo da invasão repercutiu nas redes sociais, gerando críticas pela violação de um direito assegurado pela legislação americana.

Um dos compartilhamentos dizia:

“Imagine invadir uma igreja para interromper um culto em andamento com seu protesto e achar que vocês são os mocinhos. Isso é vil.”

O entrevistador Don Lemon, que já foi âncora da CNN, destacou que a Constituição garante o direito à liberdade de expressão, bem como à liberdade de reunião e protesto.

"Estamos aqui para adorar, estamos aqui para adorar Jesus, porque essa é a esperança dessas cidades, essa é a esperança do mundo: Jesus Cristo", respondeu o pastor.

"Estamos aqui para adorar Jesus. É por isso que estamos aqui, é isso que nos define."

Gritos, xingamentos e acusações

O evangelista Franklin Graham afirmou em sua rede social que “não deveríamos nos surpreender com o fato de esses manifestantes terem invadido um culto dominical, interrompendo e tentando intimidar a congregação”.

Segundo ele, houve gritos, xingamentos e acusações direcionadas a jovens, crianças e famílias.

“Considero irônico que tenham achado aceitável pisotear e violar os direitos de cristãos que estavam na igreja para adorar pacificamente no domingo - tudo isso enquanto dizem estar defendendo os direitos de pessoas que estão infringindo a lei e permanecem neste país de forma ilegal.”

Após afirmar que a Convenção Batista de Minnesota–Wisconsin agiu corretamente ao classificar o ocorrido como “um trauma inaceitável”, Graham conclamou orações pelos cristãos, pelas igrejas e pelas autoridades:

“Precisamos proteger nossa liberdade religiosa na América. Junte-se a mim em oração não apenas pelos pastores e pela congregação dessa igreja em Minnesota, mas também para que igrejas em todo o país permaneçam firmes. E orem pelos agentes da lei que tentam fazer cumprir as leis desta nação, para que Deus lhes conceda proteção, coragem e força.

Profanação a culto

Harmeet Dhillon, assistente do Procurador-Geral para Direitos Civis no Departamento de Justiça, publicou no X que o DOJ está “investigando possíveis violações da lei federal FACE por parte dessas pessoas que profanaram um local de culto e interferiram na adoração cristã”.

“Precisamos proteger nossa liberdade religiosa na América. Junte-se a mim em oração não apenas pelos pastores e pela congregação dessa igreja em Minnesota, mas também para que as igrejas em todo o país permaneçam firmes. E orem pelos agentes da lei que trabalham para fazer cumprir as leis desta nação, pedindo a Deus que lhes conceda proteção, coragem e força.”

Acusado de participar dos protestos, Lemon respondeu à publicação de Dhillon no Instagram, dizendo que não tinha qualquer vínculo com o protesto e que estava “apenas praticando jornalismo”.

A Lei FACE tipifica como crime federal – sujeito a multas e possíveis penas severas de prisão – o uso ou a ameaça de força para “ferir, intimidar ou interferir” em qualquer pessoa que busque serviços de saúde reprodutiva ou que exerça legalmente o direito à liberdade religiosa, garantido pela Primeira Emenda, em um local de culto.

A legislação também proíbe causar danos intencionais à propriedade de instalações que ofereçam serviços de saúde reprodutiva ou de locais destinados à prática religiosa.

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