Com uma mãe alcoólatra, Nicolas Larryck teve uma infância difícil. Gislaine se tornou viciada em bebidas alcoólicas aos 14 anos de idade.
Ela gostava de frequentar festas e mantinha um estilo de vida pecaminoso. Foi em uma dessas festas que a jovem engravidou de Nicolas.
Gislaine chegou a tentar abortar o bebê porque não queria que o filho atrapalhasse sua vida festeira.
“[A gravidez] não foi desejada, foi em um momento de festa. Tomei todos os remédios que você imaginar que as pessoas me ensinavam, mas o Senhor não permitiu. Eu não tinha um sangramento”, contou ela, em entrevista ao canal do YouTube “Poder de Deus”.
Mais tarde, depois de ser aconselhada por uma amiga, a jovem percebeu que o bebê era uma bênção, decidiu manter a gestação e parou de consumir álcool até o nascimento.
Nicolas nasceu saudável e Gislaine cuidou do filho com muitas dificuldades financeiras. Suas irmãs e amigas lhe ajudaram, cuidando de Nicolas enquanto ela trabalhava.
“Tinha dias que eu não tinha nem o que comer, mas eu era orgulhosa, não conseguia ir na casa da minha para pedir”, confessou.
Com o tempo, a mãe voltou a beber cachaça de forma desregrada. A mulher passou a realizar festas em sua casa, na presença do filho pequeno.
“Eu bebia sem fim. As meninas todas iam para minha casa, elas iam embora e eu permanecia bebendo. Ele [Nicolas] chorava muito. Ele corria lá para a minha mãe, dizia que via demônios dentro de casa”, lembrou.
Livramentos de morte
Gislaine relatou que Deus a livrou da morte por diversas vezes após se envolver com traficantes e brigas. “Se não fosse Ele, eu não estaria aqui hoje”, destacou.
A mãe estava tão perdida em caminhos errados que, certa vez, teve um ataque de raiva, espancou e tentou matar o próprio filho com uma faca.
“Eu me vi tão agoniada do meu juízo que eu ia matando ele dentro do banheiro. O que mais me entristeceu foi quando ele olhou para mim e disse: ‘Por que você está fazendo isso comigo? Eu te amo, mamãe’”, revelou Gislaine, em lágrimas.
Tocada pela fala do filho, a mulher se deu conta do estado miserável em que estava e percebeu que precisava sair daquela vida.
Menino encontra Jesus
Nessa época, ela foi convidada para ir na igreja muitas vezes, mas não quis se entregar totalmente ao Senhor.
Enquanto isso, Nicolas passou a frequentar uma igreja local, conheceu o Evangelho e teve um encontro com Jesus, ainda criança.
Com apenas 6 anos de idade, o menino teve várias experiências espirituais, como ver espíritos malignos em certos lugares e escutar a voz do Senhor.
“Nunca vou esquecer quando Deus disse: ‘Você vai ser o responsável de levar seu paralítico ao tanque’. E eu pequeno não sabia o que era aquilo, não entendia. O meu paralítico era minha mãe”, afirmou Nicolas.
Ele comentou como foi crescer em um lar desestruturado: “Foi uma luta constante. Tive que amadurecer muito rápido. Eu saía para a igreja, mas minha casa era praticamente um bar, um prostíbulo, pessoas bebendo. As primeiras manifestações que eu vi foram da minha mãe. Aquilo me incomodava, eu me entristecia, eu dizia: ‘Deus não quer isso pra gente’.
Intercedendo por salvação
Aos 8 anos de idade, Nicolas começou a interceder pela libertação e salvação da sua mãe. “Eu disse: ‘Deus quer realmente que eu traga a minha mãe para Cristo e eu vou fazer isso. E eu orava, entrava em campanha sem ter nenhum discernimento, pregava na praça com os meninos. Tinha culto de libertação, eu ia com algumas tias”, observou.
O menino cresceu orando pela salvação da mãe e do padrasto, crendo em um milagre. Aos poucos, Gislaine passou a participar de uma célula e foi no retiro de uma igreja.
Batismo em família
Até que, em 2022, Nicolas viu suas orações serem respondidas. A mãe entregou sua vida a Cristo e foi batizada junto com o filho.
“Chegou esperado dia, eu estava com meu paralítico descendo as águas e para mim foi uma cena muito marcante”, testemunhou ele.
“Eu fui o último a ser batizado. Minha mãe e meu padrasto tinham se batizado. O pastor me colocou no centro e disse: ‘Você foi responsável por trazer duas almas’”, relatou.
Gislaine louvou a Deus por ter sido libertada do alcoolismo e ter sido transformada pelo Evangelho. “Quando eu tive um encontro verdadeiramente com Cristo, tudo se fez novo”, ressaltou.
A família foi restaurada e hoje, Nicolas e Gislaine têm um relacionamento saudável. “Ela é a maior incentivadora do meu ministério. Uma pessoa que quando eu estou passando por momentos difíceis, vem dela o meu auxílio”, declarou o filho.