Às vezes, uma toalha molhada na cama, um tom de voz neutro ou uma mudança mínima na rotina acendem um conflito que parece sem fim. E, quase sempre, concluímos que o problema está no outro: ele é desorganizado, ela é controladora, ele é frio, ela é emocional demais.
Mas e se o incômodo que você sente não estiver realmente no comportamento do outro, e sim em algo dentro de você que ainda não foi elaborado?
Na Teopsicoterapia, unimos o ensino de Jesus com a profundidade analítica da psicanálise para entender esse fenômeno. E a pergunta é: o “inimigo” mora ao lado — ou está escondido nos porões da alma?
1. O Princípio Teológico: O Cisco e a Trave (Mateus 7)
Jesus nos entregou uma chave fundamental para compreender os conflitos nos relacionamentos:
“Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, mas não percebe a trave no seu próprio?” (Mateus 7:3)
Aqui, Jesus não está apenas denunciando a hipocrisia. Ele está descrevendo um fenômeno psicológico: quando há uma “trave” — feridas, orgulho, medos, traumas — nossa percepção da realidade se distorce. Interpretamos mal, exageramos e projetamos.
A tendência humana, desde o Éden, é culpar o outro.
“A mulher que Tu me deste...”, disse Adão.
A teopsicoterapia inverte esse movimento: antes de julgar, examinar o coração.
2. O Olhar da Psicanálise: O Mecanismo da Projeção
A psicanálise nomeia exatamente o que Jesus descreveu: **projeção**.
A projeção é um mecanismo de defesa inconsciente em que rejeitamos em nós mesmos aquilo que não suportamos admitir — e colocamos isso no outro.
Exemplos:
O marido que chama a esposa de controladora pode estar encobrindo seu medo interno de perder o controle.
A esposa que acusa o marido de ser frio pode estar lutando contra sua dificuldade em ser vulnerável.
O cônjuge que reclama demais talvez esteja projetando uma autocrítica que não consegue suportar.
O outro vira uma tela. O filme que você vê é o filme que está dentro de você.
O problema pode até existir no parceiro — mas a intensidade da sua reação revela que a raiz é interna.
3. A Prática: De Crítica à Confissão
Como quebrar o ciclo de acusações e restaurar a paz no lar?
A Teopsicoterapia propõe um movimento simples e transformador:
A Pausa Sagrada
Quando a raiva subir, pare. Silencie. Não devolva imediatamente.
A Pergunta de Ouro
Ao invés de buscar “culpados”, pergunte: “O que estou sentindo? Por que isso me toca tão fundo?”
A Confissão
No diálogo, troque acusação por vulnerabilidade:
Em vez de: “Você nunca me escuta!;
Use: “Eu me sinto sozinho e inseguro quando não conversamos.”
A confissão desarma.
A vulnerabilidade aproxima.
A guerra acaba quando um dos lados decide baixar as armas.
E agora?
Se o seu casamento vive um ciclo de acusações, distanciamento e interpretações negativas, é provável que vocês não estejam lutando um contra o outro — mas contra projeções, traumas, cargas emocionais e feridas espirituais não resolvidas.
Não permita que sua casa se torne um campo de batalha.
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Vamos identificar as raízes emocionais e espirituais desses conflitos e reconstruir uma ponte real de diálogo, segurança e amor dentro da sua família.
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Desejo a você e sua família uma semana na Graça.
Valcelí Leite (@ValceliLeite) é Psicanalista, Teoterapeuta (Terapia Cristã), Pastor, presidente da ABRATHEO, Pós-graduado: Terapia Familiar Sistêmica, T.C.C. e com MBA em Teoterapia. Teopsicoterapeuta com orientação a indivíduos, casais e famílias. Atendimento presencial e On-Line. Palestrante sobre temas de Autoconhecimento.
* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.
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