Antissemitismo global cresce 34% após início da guerra contra o Irã, aponta relatório

Levantamento internacional aponta aumento significativo de ataques e discursos de ódio contra judeus após o início do conflito envolvendo Israel, EUA e Irã.

fonte: Guiame, com informações do Israel365 e JNS

Atualizado: Quarta-feira, 11 Março de 2026 as 2:10

Uma janela da sinagoga Temple Emanu-El, em Toronto, apresenta marcas de balas após disparos atingirem o prédio em 3 de março de 2026. (Foto: CAM)
Uma janela da sinagoga Temple Emanu-El, em Toronto, apresenta marcas de balas após disparos atingirem o prédio em 3 de março de 2026. (Foto: CAM)

Um novo relatório internacional aponta um aumento significativo do antissemitismo em todo o mundo após o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irã.

Segundo dados divulgados pelo Centro de Pesquisa sobre Antissemitismo, ligado à organização Movimento de Combate ao Antissemitismo (CAM, sigla em inglês), os incidentes antissemitas cresceram 34% globalmente na primeira semana do conflito.

O levantamento registrou 154 ocorrências de antissemitismo em apenas sete dias, incluindo agressões verbais, ameaças, vandalismo e propaganda de ódio contra judeus e israelenses.

De acordo com o relatório, 73 desses episódios – quase metade – foram diretamente motivados pela guerra contra o Irã.

Entre os casos monitorados estão manifestações públicas de apoio ao regime iraniano acompanhadas de incitação à violência contra judeus, além da disseminação de teorias conspiratórias que culpam Israel ou o povo judeu pelo conflito.

Esses episódios ocorreram em diferentes países, principalmente nas redes sociais e em protestos políticos.

Oriente Médio

O diretor-executivo do Movimento de Combate ao Antissemitismo, Sacha Roytman Dratwa, alertou que crises no Oriente Médio frequentemente servem como catalisador para ataques contra comunidades judaicas em várias partes do mundo.

Ele afirmou que grupos extremistas têm explorado o conflito para promover “ódio contra judeus” e ampliar campanhas de desinformação.

O relatório também classificou os incidentes por origem ideológica.

Aproximadamente 49% foram associados à extrema esquerda, 26% a motivações islamistas e cerca de 14% à extrema direita, demonstrando que o antissemitismo pode surgir de diferentes correntes políticas e ideológicas.

Especialistas alertam que o crescimento desse tipo de violência segue um padrão observado em conflitos anteriores envolvendo Israel, quando tensões geopolíticas acabam sendo acompanhadas por um aumento de ataques e discursos de ódio contra comunidades judaicas em diversas regiões do mundo.

A organização apelou às nações democráticas, às instituições internacionais e aos líderes da sociedade civil para que condenem o antissemitismo de forma clara e consistente, garantindo ao mesmo tempo que as comunidades judaicas recebam a proteção e a solidariedade de que necessitam.

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