Documento egípcio de 3.300 anos reaparece e sugere que gigantes bíblicos existiram

Parte do acervo do Museu Britânico desde 1839, o documento Anastasi voltou a despertar o interesse de pesquisadores da história e da arqueologia.

fonte: Guiame, com informações do NY Times

Atualizado: Quarta-feira, 4 Fevereiro de 2026 as 8:56

Fragmento do documento recentemente recuperado pelos Associates for Biblical Research. (Foto: Museu Britânico)
Fragmento do documento recentemente recuperado pelos Associates for Biblical Research. (Foto: Museu Britânico)

Uma escritura egípcia de cerca de 3.300 anos de idade, guardada no British Museum desde o século XIX, voltou aos holofotes da pesquisa histórica e arqueológica.

Desta vez, por conter descrições que podem lançar nova luz sobre relatos antigos de gigantes, como os mencionados na Bíblia.

O artefato em questão é uma cópia do papiro conhecido como Anastasi I, datado do século XIII a.C., que descreve encontros com um grupo chamado de Shosu (ou Shasu) – pessoas retratadas no texto como de estatura extraordinária.

Segundo as linhas do documento, alguns membros desse grupo atingiam entre quatro e cinco côvitos de altura, o que corresponderia aproximadamente a dois metros ou mais.

A escultura parece retratar pessoas Shasu de estatura extraordinariamente grande sendo carregadas pelos egípcios. (Foto: Wikimedia Commons)

O texto acrescenta que tais indivíduos eram “de rosto feroz” e “não atendiam a súplicas”.

Narrativas bíblicas

O interesse científico e público foi reforçado por estudiosos do Associates for Biblical Research, uma organização de pesquisa religiosa dos EUA, que apontam semelhanças entre a descrição egípcia e os relatos dos Nephilim na tradição bíblica.

A organização religiosa da Pensilvânia, levou historiadores e pesquisadores a acreditarem que esses gigantes, os "homens de renome", podem realmente ter existido.

Na Bíblia, esses seres são mencionados sobretudo em dois trechos: em Gênesis 6 e em Números 13:33, onde são descritos como gigantes ou figuras de grande estatura que causaram medo entre os israelitas.

Para estabelecer a conexão e demonstrar que Anastasi I serve como evidência, além do próprio relato bíblico, da existência de gigantes, podemos considerar também Números 13:33.

Nesse versículo do Antigo Testamento, os israelitas descrevem seu encontro com esses seres imponentes: “E vimos ali os gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e aos nossos próprios olhos parecíamos gafanhotos, e assim também parecíamos aos olhos deles.”

Os defensores da teoria dizem que o texto fornece uma rara corroboração não bíblica dos relatos do Antigo Testamento de gigantes, que aparecem repetidamente além da história familiar de Davi e Golias.

O papiro assume a forma de uma carta escrita durante um tempo de guerra, detalhando terrenos hostis e desafios militares.

‘Humanos gigantes’

O pergaminho, que os pesquisadores acreditam ser uma carta escrita por um escriba, diz: “O desfiladeiro estreito está infestado de Shosu escondidos sob os arbustos; alguns deles têm quatro ou cinco côvados de altura, da cabeça aos pés, rosto feroz, coração indomável e não dão ouvidos a súplicas.”

“Quatro ou cinco côvados de altura” corresponde a uma estatura aproximada de 2,44 metros.

Com tudo isso dito, os historiadores permanecem céticos, pois aparentemente não há nenhuma prova física ou evidência arqueológica de que gigantes realmente existiram.

Por outro lado, alegações sobre “humanos gigantes” da América Central vagando por uma cidade remota a 90 milhas a nordeste de Reno, Nevada, continuam intrigando os cientistas mesmo após tantos anos.

Embora muitos considerem lendários esses gigantes de pele clara e cabelos ruivos, alguns relatos de descobertas – como o caso em que dois mineiros teriam encontrado 60 esqueletos humanos, alguns medindo entre cerca de 2,13 m e 2,44 m de altura – sugerem o contrário.

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