Nesta sexta-feira (20), o Irã lançou oito ataques com mísseis contra Israel. Destroços de um dos projéteis atingiram a Cidade Velha de Jerusalém, região que abriga alguns dos locais mais sagrados para judeus, muçulmanos e cristãos.
Partes de um míssil interceptado caíram em um estacionamento no Bairro Judeu, a cerca de 400 metros do Muro das Lamentações e do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, conhecido como Monte do Templo.
Segundo o The Times of Israel, apesar dos danos, ninguém ficou ferido nessa área. Logo depois, policiais israelenses foram até um parque infantil público, que fica logo abaixo do ponto onde os destroços do míssil iraniano interceptado caíram, para procurar mais pedaços.
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O impacto aconteceu acima do Portão do Esterco, uma das entradas da Cidade Velha de Jerusalém, pouco antes do início do Shabat — dia sagrado semanal do judaísmo, celebrado do pôr do sol de sexta-feira até o pôr do sol de sábado — e assustou os moradores com um barulho muito forte, interrompendo os preparativos.
‘O regime iraniano representa uma ameaça’
O professor André Lajst, presidente-executivo da organização sem fins lucrativos StandWithUs Brasil, comentou sobre o ocorrido em suas redes sociais e afirmou:
“Novamente, o regime dos aiatolás ataca a cidade que tem os locais mais sagrados para judeus, muçulmanos e cristãos. Para a segurança dos civis, o governo israelense restringiu temporariamente o acesso a pontos centrais de Jerusalém, tais como a Igreja do Santo Sepulcro, um dos espaços mais importantes do cristianismo, a Mesquita Al-Aqsa, terceiro local mais sagrado do Islã, e o Muro das Lamentações”.
E acrescentou: “O fato de isso acontecer na última sexta-feira do Ramadã, mês sagrado do calendário islâmico, mostra bem como o regime iraniano representa uma ameaça para todos, inclusive para os próprios muçulmanos”.
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Já o jornalista e influenciador israelense Hananya Naftali destacou: “De um lado, vemos um regime islâmico que ataca Jerusalém, incluindo locais sagrados, e, do outro, Israel, que defende judeus, cristãos e muçulmanos”.