Conheça a história dos 5 missionários mortos por tribo que tentavam evangelizar

Há 70 anos, Jim Elliot e quatro missionários americanos foram mortos por um grupo indígena isolado, no Equador.

fonte: Guiame, com informações da Wheaton College

Atualizado: Quinta-feira, 8 Janeiro de 2026 as 1:18

Os missionários Roger Youderian, Nate Saint, Pete Fleming, Ed McCully e Jim Elliot. (Fotos: Wikipedia/findagrave)
Os missionários Roger Youderian, Nate Saint, Pete Fleming, Ed McCully e Jim Elliot. (Fotos: Wikipedia/findagrave)

Em 8 de janeiro de 1956, a selva amazônica do Equador foi cenário de um dos episódios mais marcantes da história missionária cristã: o assassinato de Jim Elliot, Pete Fleming, Ed McCully, Nate Saint e Roger Youderian.

Os cinco missionários norte-americanos integravam a “Operação Auca”, iniciativa que buscava evangelizar a tribo Auca – hoje conhecida como Waodani ou Huaorani –, um grupo indígena isolado.

Os Huaorani eram conhecidos por sua extrema violência. Estudos antropológicos indicam que apresentavam algumas das mais altas taxas de homicídio já registradas entre sociedades humanas.

Elliot e seus companheiros faziam parte da organização missionária “Evangelical Mission Aviation Fellowship”, que utilizava aviões para alcançar regiões remotas.

Antes do contato direto, os missionários passaram meses lançando presentes e mensagens aéreas para conquistar a confiança dos Huaorani.

Tragédia

Após meses de sobrevoos amistosos, os missionários decidiram pousar em uma praia às margens do rio Curaray, onde montaram um acampamento para receber os indígenas.

Em 8 de janeiro de 1956, após contatos aparentemente amistosos, um grupo de guerreiros Huaorani atacou os missionários com lanças, matando todos os cinco.

Os missionários faziam parte da organização missionária “Evangelical Mission Aviation Fellowship”.  (Foto: Mission Aviation Fellowship)

A morte dos missionários provocou repercussão mundial e gerou imediata comoção internacional.

Jornais ao redor do mundo noticiaram o massacre, enquanto muitos questionavam o sentido de um sacrifício aparentemente inútil. Mas o tempo revelaria uma história que ultrapassaria a tragédia inicial.

Honrando o legado

Viúvas e familiares dos missionários decidiram permanecer no Equador para continuar o trabalho iniciado por eles, agora com uma abordagem relacional, marcada profundamente pelo perdão.

Entre elas estava Elisabeth Elliot, viúva de Jim Elliot.

Durante dois anos, ela viveu entre os Huaorani com sua filha Valerie, ainda bebê, aprendendo a língua, traduzindo as Escrituras e compartilhando o Evangelho – um trabalho que levou à conversão de vários membros da tribo.

Hoje, o povo Huaorani possui a Bíblia traduzida em seu próprio idioma – um marco histórico e cultural para uma comunidade que, até então, não tinha tradição escrita.

Mais do que isso, muitos dos envolvidos diretamente nos assassinatos de 1956 se converteram ao Cristianismo, encontrando nos ensinamentos de Jesus a mensagem de reconciliação que transformou sua história coletiva.

A experiência inspirou livros e filmes, como “Through Gates of Splendor” (Portas do Esplendor, em tradução livre), escrito por Elisabeth.

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