Prostitutas aceitam Jesus e passam a pregar o Evangelho na Ásia: ‘Deixaram tudo por Ele’

Nove mulheres vítimas de tráfico sexual deixaram a prostituição após conhecerem Jesus e estão sendo preparadas para levar o Evangelho às comunidades onde foram exploradas.

fonte: Guiame, com informações de IMB

Atualizado: Quinta-feira, 27 Agosto de 2026 as 10:28

Muitas mulheres têm encontrado Jesus e mudado de vida. (Foto: Reprodução/IMB)
Muitas mulheres têm encontrado Jesus e mudado de vida. (Foto: Reprodução/IMB)

Mulheres que foram vítimas de tráfico sexual no sul da Ásia estão conhecendo Jesus, abandonando a prostituição e sendo preparadas para pregar o Evangelho nas comunidades onde foram exploradas. 

Nos últimos três anos, nove mulheres deixaram a zona de prostituição depois de entregarem suas vidas a Cristo por meio do trabalho da missionária Carlie Blyth, do Conselho de Missões Internacionais (IMB).

Há anos, Carlie evangeliza mulheres que vivem essa realidade. Para muitas delas, a vida foi marcada pela pobreza, pelo tráfico humano, pela exploração e pela falta de perspectivas.

Em muitas comunidades no sul da Ásia, traficantes costumam se aproximar de famílias vulneráveis com falsas promessas de emprego para as filhas. 

Assim, muitas meninas são levadas para as cidades, vendidas para a prostituição, e ameaçadas caso tentem fugir. O casamento infantil também é utilizado como forma de tráfico.

“Honestamente, é difícil compreender a profundidade da depravação nesta região. Eu sei que a depravação está em toda parte, mas realmente sinto que a idolatria aqui endurece os corações e faz com que as pessoas se apaixonem pela escuridão e se tornem insensíveis a qualquer tipo de compaixão e convicção”, disse Carlie ao IMB. 

“Isso se manifesta de muitas maneiras aqui, mas uma forma muito clara é nas práticas de tráfico sexual”, acrescentou. 

Transformação de vidas

Após observar o cenário da região, Carlie e seu marido, Will, perceberam que, embora algumas organizações resgatassem e ajudassem na reabilitação das mulheres, o Evangelho não estava sendo pregado de forma consistente. 

Foi então que Anvi, parceira dos missionários no ministério, e seu marido, Reyansh, decidiram iniciar uma igreja entre essas mulheres. Em 2021, eles alugaram uma sala na zona de prostituição para realizar encontros semanais de oração.

Desde então, vidas começaram a ser transformadas: “Elas não saíram apenas por causa de um novo emprego. Por causa de Jesus, elas queriam sair daquela região”, afirmou Carlie.  

E continuou: “Elas têm que deixar tudo para trás quando seguem a Cristo, então é uma decisão muito difícil. Mas, uma vez tomada, a transformação é muito maior do que para uma pessoa comum que diz querer seguir o Senhor. É incrível para nós, que temos a oportunidade de trabalhar com elas, porque elas são completamente entregues ao Senhor, o que é maravilhoso”. 


Encontros de oração. (Foto: Reprodução/IMB)

Além dos encontros de oração, a equipe realiza acampamentos anuais para as mulheres. Durante esses períodos, elas participam de momentos de adoração, estudos bíblicos, comunhão, brincadeiras e apresentações teatrais.

Segundo Carlie, os momentos de oração são marcados pela presença do Espírito Santo e emocionam muitas participantes. Ao todo, nove mulheres deixaram a prostituição nos últimos três anos. 

Com o apoio da organização Send Relief, as mulheres são acolhidas em uma casa, recebem treinamento profissional e discipulado. Além de aprenderem uma nova profissão, elas são preparadas para compartilhar o Evangelho e fazer discípulos. 

Frutos da missão

*Prasana é uma das mulheres que entregou sua vida a Cristo no acampamento. Ela foi levada para a zona de prostituição há 15 anos pelo próprio marido.  

O filho dela também se rendeu a Jesus após ser evangelizado por um pastor na prisão e passou a estudar a Bíblia como fruto de suas orações.

“O Senhor provou a ela: ‘Estou fazendo algo melhor do que você pensa’. Ela recebeu isso como um presente de Deus. Isso mudou muita coisa para ela e para o seu crescimento em Cristo”, testemunhou Carlie.  

Outra mulher que aceitou Jesus por meio da missão foi *Nabina. Atualmente, ela e Prasana moram na casa de acolhimento e querem aprender sobre plantação de igrejas para iniciar um novo trabalho na aldeia onde foram vítimas do tráfico humano. 

A expectativa de Carlie é que, em 2027, elas retornem à região com as habilidades de costura e alfaiataria que aprenderam e comecem um trabalho evangelístico na comunidade.

“Conhecemos algumas mulheres que agradecem a Deus sinceramente por terem sido vítimas de tráfico sexual, porque foi através dessa experiência que conheceram Jesus. Apesar de haver tanta desesperança, também há muita alegria neste trabalho, porque podemos ver pessoas se transformarem”, concluiu Carlie. 

*Os nomes foram alterados por motivos de segurança.

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