Pastores criticam lei de Massachusetts que libera aborto até o nascimento: “É assassinato”

Líderes cristãos condenaram a nova lei de Massachusetts, classificando a medida como “maligna” e “um dia sombrio para a santidade da vida”.

fonte: Guiame, com informações do Baptist Press

Atualizado: Quinta-feira, 13 Agosto de 2026 as 8:57

Governadora de Massachusetts, Maura Healey, durante a assinatura da lei do aborto; no destaque, o evangelista Franklin Graham. (Foto: @MassGovernor/X/Divulgação)
Governadora de Massachusetts, Maura Healey, durante a assinatura da lei do aborto; no destaque, o evangelista Franklin Graham. (Foto: @MassGovernor/X/Divulgação)

Líderes cristãos americanos reagiram à nova lei de Massachusetts que remove os limites de idade gestacional para o aborto.

Franklin Graham classificou a medida como “assassinato” e “maligna”, enquanto Jentezen Franklin afirmou que a decisão deveria “partir nossos corações” e Albert Mohler chamou a mudança de “um dia sombrio para a santidade da vida”.

A legislação foi sancionada sob aplausos pela governadora democrata Maura Healey e tornou Massachusetts o décimo estado dos EUA a permitir o procedimento até o fim da gestação.

Antes da nova legislação, Massachusetts restringia o aborto após 24 semanas de gestação, salvo exceções específicas. A nova lei deve entrar em vigor 90 dias após sua sanção.

Ao comentar a notícia, Graham, presidente da Samaritan’s Purse e da Associação Evangelística Billy Graham, afirmou que ficou profundamente impactado pelas imagens da cerimônia de assinatura.

“Isso me causa um arrepio na espinha. Sorrisos e aplausos enquanto a governadora democrata de Massachusetts assina um projeto de lei para permitir abortos até o nascimento em seu estado. Isso é assassinato. É maligno”, declarou.

O evangelista também criticou a forma como Healey tem defendido a medida como uma questão relacionada à saúde das mulheres.

“Ela chama o aborto de saúde para as mulheres. A Bíblia diz: ‘Ai daqueles que chamam o mal de bem e o bem de mal’ (Isaías 5:20)”, afirmou Graham.

Em sua manifestação, Graham ainda fez um alerta espiritual à governadora e às pessoas que comemoraram a aprovação da legislação.

“Esta governadora e aqueles que aplaudem um dia comparecerão perante um Deus Santo – não acho que estarão aplaudindo então”, declarou.

Outros líderes reagem

O pastor Jentezen Franklin, líder da Free Chapel, também lamentou a decisão ao comentar em sua página no Facebook:

“Cada vida importa para Deus, desde o primeiro batimento cardíaco até o último suspiro. Ver os limites sendo removidos do aborto até o momento do nascimento em Massachusetts esta semana deveria partir nossos corações e nos levar a agir imediatamente”.

O teólogo Albert Mohler, presidente do Southern Baptist Theological Seminary, também criticou a nova lei.

Em seu programa The Briefing, ele classificou a decisão como “um dia sombrio para a santidade da vida em Massachusetts”.

Mohler destacou que o estado retirou o limite gestacional de 24 semanas e alertou para a gravidade moral de permitir que abortos sejam autorizados em estágios avançados da gravidez. Em sua análise, o líder batista tratou a mudança como parte de um avanço da cultura do aborto nos EUA.

‘Morte incontável de bebês’

O presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa, Evan Lenow, classificou a nova lei de Massachusetts como horrível.

“Ao sancionar a nova lei sobre o aborto, a governadora (Maura) Healey autoriza a morte de um número incontável de bebês até o momento do nascimento. Esses bebês são pessoas feitas à imagem de Deus, com valor e dignidade inerentes, que agora são ignorados pela lei de Massachusetts”, disse Lenow à Baptist Press.

“O que está acontecendo em estados como este é exatamente o motivo pelo qual estamos comprometidos em instalar aparelhos de ultrassom que salvam vidas em centros de apoio à gravidez em todo o país, especialmente onde essas preciosas crianças em gestação correm tanto perigo”, declarou.

E continuou: “Também estamos trabalhando ativamente para acabar com o aborto medicamentoso, que é o mais recente desafio na luta contra o aborto.”

Reação pró-vida

A medida também foi condenada pela presidente da SBA Pro-Life America, Marjorie Dannenfelser, que afirmou que abortos realizados em estágios avançados da gestação podem envolver o desmembramento do feto.

“Deveria chocar a consciência o fato de que dezenas de milhares de americanos ainda não nascidos sejam barbaramente desmembrados, membro por membro, e dilacerados todos os anos”, afirmou.

A presidente da National Right to Life, Carol Tobias, também criticou a nova legislação, afirmando que Massachusetts “eliminou as últimas proteções para crianças não nascidas que podem sentir dor e que poderiam sobreviver fora do útero”.

“No exato momento em que bebês prematuros estão recebendo cuidados vitais em unidades de terapia intensiva neonatal, Massachusetts permitirá que médicos realizem abortos, interrompendo a vida de crianças da mesma idade — e até mais velhas”, declarou Tobias.

“Isso não é compaixão, e não é assistência médica”, acrescentou. Para ela, ao retirar limites objetivos e permitir que um profissional de saúde decida sobre o aborto em qualquer momento da gravidez, “o aborto até o nascimento é exatamente o que a lei permite”.

Com a nova lei, Massachusetts passa a integrar o grupo de estados americanos que não estabelecem limites gestacionais para o aborto, ao lado de Alasca, Colorado, Maryland, Michigan, Minnesota, Nova Jersey, Novo México, Oregon e Vermont, além do Distrito de Columbia.

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