“Precisamos orar pelo Brasil”: Líderes cristãos se manifestam sobre crise no STF

Após sessão marcada por divergências no STF, pastores expressaram indignação e conclamaram cristãos à oração, fé e posicionamento.

fonte: Guiame, com informações do STF e Poder 360

Atualizado: Quarta-feira, 16 Setembro de 2026 as 1:01

Ministros durante sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada em 15 de setembro de 2026. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
Ministros durante sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada em 15 de setembro de 2026. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou, na terça-feira (15), uma sessão plenária extraordinária para discutir procedimentos relacionados a uma possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, a partir de informações encontradas pela Polícia Federal no caso Banco Master.

O caso ganhou repercussão após André Mendonça retirar o sigilo de um relatório com mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e supostamente dirigidas a Moraes.

Após mais de cinco horas de sessão, marcada por divergências e troca de críticas entre os ministros, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista de Flávio Dino, sem decisão definitiva.

A discussão, que deveria se concentrar nos procedimentos jurídicos do caso, acabou expondo divergências internas na Suprema Corte e provocando ampla repercussão no País.

A Igreja não deve permanecer indiferente

Nas redes sociais, pastores e líderes cristãos se manifestaram com indignação diante dos acontecimentos registrados durante a sessão do STF.

Além das críticas à Corte, líderes destacaram o papel dos cristãos, defendendo que a Igreja não permaneça indiferente diante dos rumos do País.

O pastor Cláudio Duarte também se manifestou sobre o momento envolvendo André Mendonça e destacou, principalmente, o poder da oração.

Segundo ele, aqueles que creem em Deus sabem o que significa entregar uma causa ou uma pessoa em Suas mãos e pedir por Sua misericórdia. Recordando situações na política brasileira recente, disse:

“Agora é André Mendonça. Ele vai pedir oração e tem uma multidão orando por esse moço. E aí você vê a perseguição, a tentativa de desmoralização crescendo sobre ele”, declarou.

‘País vive uma inversão de valores’

O pastor Filipe Duque Estrada, conhecido como pastor Lipão, também reagiu ao episódio em seu Instagram.

Em tom crítico, ele afirmou que o País vive uma inversão de valores, na qual, em sua avaliação, “a injustiça recebe o nome de justiça” e críticas ao poder são tratadas como ameaças às instituições.

“O STF deveria ser o guardião da Constituição, não o seu dono. Deveria limitar o poder, não governar sem voto”, escreveu.

Para o líder da Igreja Onda Dura, quando aqueles que deveriam proteger as regras passam a interpretá-las conforme as circunstâncias, “a democracia deixa de ser um princípio e se torna apenas um discurso”.

Lipão encerrou a publicação com uma crítica à situação do País e uma oração: “O Brasil virou um circo e nós somos os únicos palhaços. Que Deus tenha misericórdia do Brasil!”.

‘Deus é o justo Juíz e ouve oração’

Val Gonçalves, do movimento JesusCopy, afirmou ter acompanhado toda a sessão do STF e disse ter ficado “muito triste” com o que presenciou.

Em meio a um período de oração e jejum, ela lembrou que, acima das autoridades humanas, está o governo de Deus.

“Eles esquecem que tem um trono acima do governo deles, que tem um Juiz que é acima do magistrado deles”, declarou.

Val convocou os cristãos a intercederem pelo País:

“A primeira coisa que você deveria estar fazendo é interceder pela sua terra, pelo seu país, pelo Brasil, porque Deus, que é o justo Juiz, ouve e responde à oração”.

Além da intercessão, ela defendeu que os cidadãos exerçam seus direitos e se posicionem dentro da democracia.

Ao final, a pastora encorajou os cristãos a manterem a fé e não perderem a esperança: “Não desista do seu país. Eu não vou desistir do meu país. Nós temos um Deus sentado sobre o trono e Ele vai dar uma resposta. Pode não ser agora, pode não ser como a gente espera”.

A Igreja não deve permanecer indiferente

O pastor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, afirmou em seu Instagram que este “não é o momento de os cristãos se isentarem” diante da situação do País.

 
 
 
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Um post compartilhado por Renato Vargens (@renatovargens)

“Não é hora de nos isentarmos. O que vemos no Brasil é grave”, escreveu. Para Vargens, cristãos que deixam de se manifestar diante do que classificou como “descalabro” e “desmandos de uma ditadura de toga” podem contribuir para que as consequências atinjam também as próximas gerações.

O pastor Elizeu Rodrigues, ligado à Assembleia de Deus, também se manifestou nas redes sociais. Ele publicou uma foto em que Alexandre de Moraes e Flávio Dino aparecem sorrindo, enquanto André Mendonça está entre os dois, com expressão séria.

Na legenda, o pastor fez uma comparação entre a situação dos três ministros após a sessão e declarou apoio a Mendonça:

“O da esquerda saiu rindo. O da direita julgou se pode ser julgado e tem 90 dias para se defender! O do meio tem 30 dias pra se defender”.

Ao final, o pastor acrescentou: “Orando pelo nosso irmão”.

‘Oração e necessidade de posicionamento’

Antes mesmo da sessão no STF, o pastor Aluízio Silva, líder da Igreja Videira, já havia convocado os cristãos a orarem pelo ministro André Mendonça.

Durante um culto, o pastor conclamou a igreja à intercessão diante dos desafios enfrentados pelo País, associando oração à necessidade de posicionamento dos cristãos.

“Quando vemos o nosso país enfrentando tantos desafios, nossa resposta também precisa ser de oração, posicionamento e fé”, declarou.

Aluízio também orou por mudanças no País: “Que Deus traga transformação ao Brasil, começando por nós e alcançando todas as áreas da nossa sociedade. Que venha o Teu Reino e seja feita a Tua vontade sobre o Brasil”.

Julgamento termina sem decisão

A sessão no STF, presidida por Edson Fachin, foi marcada por fortes divergências e discussões entre os integrantes da Corte.

Kássio Nunes Marques declarou-se impedido e Dias Toffoli declarou-se suspeito deixando de participar da votação.

Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela análise separada dos casos envolvendo Moraes e Mendonça, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que fossem analisados conjuntamente.

Flávio Dino chegou a se posicionar pela reunião dos processos, mas pediu vista, suspendendo o julgamento antes de uma decisão definitiva.

Durante a sessão, houve embates entre Moraes e Mendonça, críticas de Dino à condução de Fachin e discussões envolvendo Gilmar Mendes.

Cármen Lúcia lamentou a crise e afirmou que o Supremo havia provocado um “mal-estar cívico” na população brasileira.

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