Prefeito de SP reafirma apoio à evangelização de rua após casos de abordagem policial

Ricardo Nunes recebeu o pastor Vanderson Trovão após abordagem durante ação evangelística na Praça da Sé; caso é semelhante ao do Grito de Rua e Pastores de Rua no mesmo local.

fonte: Guiame

Atualizado: Terça-feira, 28 Julho de 2026 as 3:10

O prefeito Ricardo Nunes recebeu o Pr. Vanderson Trovão, do Projeto Missões, e sua esposa para reafirmar o apoio da Prefeitura de São Paulo à evangelização em espaços públicos. (Foto: Divulgação)
O prefeito Ricardo Nunes recebeu o Pr. Vanderson Trovão, do Projeto Missões, e sua esposa para reafirmar o apoio da Prefeitura de São Paulo à evangelização em espaços públicos. (Foto: Divulgação)

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, recebeu nesta semana o pastor Vanderson Trovão, líder do Projeto Missões, dedicado ao evangelismo em espaços públicos.

Após a repercussão da abordagem sofrida pelo pastor durante uma ação evangelística e de pregação na Praça da Sé, no último sábado (25), Vanderson foi recebido pelo prefeito da capital.

Segundo o pastor, guardas civis municipais interromperam a atividade e determinaram que a pregação fosse encerrada. O caso gerou ampla repercussão entre evangélicos e motivou o encontro no gabinete do prefeito, que afirmou que a evangelização havia sido previamente autorizada pela administração municipal.

Ao comentar o episódio, Nunes reconheceu que houve a abordagem, mas reafirmou o compromisso da Prefeitura com o trabalho evangelístico realizado pelas igrejas.

“Dia 25 de julho, agora, no último sábado, na Praça da Sé, onde o pastor Vanderson estava ali fazendo uma pregação, houve uma abordagem de um policial municipal dizendo que não poderia fazer naquele local. Uns dizem que pediu para baixar o som; o pastor Vanderson está me dizendo que, na verdade, pediu para parar”, relatou o prefeito.

“Mas o que é importante dizer do nosso governo é que todo o processo, todo o trabalho de evangelização das igrejas terá sempre todo o apoio incondicional. O pastor Vanderson pediu autorização para fazer, e foi dada autorização, não foi, pastor Vanderson?”, declarou o perfeito, exibindo o documento. “Eu fico muito feliz de ele poder estar aqui.”

Apoio a ações de evangelização

Em seguida, o prefeito reforçou que a gestão municipal continuará apoiando ações de evangelização em espaços públicos e negou qualquer perseguição religiosa por parte da administração.

“Aqui em São Paulo, nós damos apoio integral e incondicional a todo o processo de evangelização, a todo o trabalho das igrejas. É importante deixar isso claro: não existe perseguição religiosa aqui e nunca vai existir enquanto eu for prefeito de São Paulo. Muito pelo contrário, o que sempre haverá é apoio, como temos dado a todos os eventos, grandes e pequenos, realizados na cidade.”

Ao final da reunião, o pastor Vanderson agradeceu o acolhimento recebido e disse que saiu do encontro com a garantia de que a evangelização continuará sendo respeitada na capital paulista.

“Quero agradecer, prefeito, por nos receber aqui, juntamente com os deputados. Eu me senti muito feliz com esse amparo, com esse acolhimento e também por nos dar essa garantia de pregar o Evangelho, como está previsto na nossa Constituição. A autorização realmente foi dada pelo prefeito para que o Evangelho fosse pregado”, afirmou.

“Eu agradeço o apoio do prefeito aos evangélicos. Em nome dos evangélicos, quero agradecer em nome do Senhor Jesus. Que Deus abençoe São Paulo e abençoe o Brasil.”

Outros episódios

A abordagem ao Projeto Missões não foi um caso isolado. Nos últimos dias, outros grupos de evangelização de rua também relataram abordagens da guarda municipal durante ações públicas na capital.

Um dos episódios ocorreu com as missões Grito de Rua e Pastores de Rua, durante um culto realizado na Praça da Sé. O caso foi citado pelo prefeito de São Paulo.

Na ocasião, integrantes afirmaram que guardas municipais interromperam momentaneamente a programação enquanto evangelizavam e oravam por pessoas, inclusive em situação de rua.

Após questionamentos dos missionários, o culto foi retomado normalmente.

Nunes afirmou que as abordagens não refletem a posição da Prefeitura e reiterou que a liberdade religiosa e a evangelização pública continuarão sendo apoiadas durante sua gestão.

veja também